Brasília – No mesmo dia em que, por iniciativa da vereadora Claudete Alves (PT-SP), companheiros de partido da ex-ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), faziam ato de desagravo na Câmara Municipal de S.Paulo, a Controladoria Geral da União (CGU) revelou que, pelo menos, R$ 22.405.87 do total de gastos da ex-ministra com o cartão corporativo “não foram suficientemente justificados”.
A CGU, comandada pelo ministro Jorge Hage, é órgão do próprio Governo e investigou o total de R$ 171,5 mil feitos pela ex-ministra com o cartão, o que desencadeou o escândalo que forçou o seu pedido de exoneração da Seppir, no mês passado.
A CGU constatou ainda que, do total R$ 2.920,35 são de “devolução imediata”. Matilde – que, por orientação do Planalto submergiu, após o escândalo – terá 30 dias para apresentar esclarecimentos adicionais dos R$ 19.245,00 restantes. O valor é relativo ao pagamento de horas extras aos motoristas que conduziram os veículos alugados pela ex-ministra. A CGU disse que Matilde deveria ter feito licitação para a locação dos veículos e não pago com cartão.
O caso também está sendo analisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Mesmo o abuso com os cartões corporativos tendo ocorrido em todo o Governo, inclusive na Secretaria de Organização da Presidência da República, responsável pelos gastos de Lula e família, até o momento, apenas a ex-ministra foi punida com exoneração.

Da Redacao