Brasília – Depois de dizer, desta vez para o “Estadão”, que não usaria mais a palavra natural para designar a reação de negros contra brancos, mas “explicável”, a ministra Matilde Ribeiro, da Seppir, viaja neste domingo para o Senegal para assistir a posse do novo presidente daquele país, representando o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar da repercussão negativa à entrevista que deu a BBC, com setores do movimento negro temendo até mesmo sua desconfirmação para continuar no cargo, o fato de viajar para a África representando o Presidente numa solenidade oficial, indica que o seu desgaste não chegou ao Palácio, segundo alguns observadores.
A viagem foi confirmada pela Assessoria de Imprensa na tarde deste sábado, em S. Paulo, onde Matilde cumpre agenda desde sexta-feira. A Asssesoria não soube dizer se a viagem tem relação com a posição defendida por alguns setores do Governo que defendem que a ministra saia de foco, para evitar continuar sendo alvo, do bombardeio da mídia.
Na entrevista ao repórter Roldão Arruda, do jornal “O Estado de S. Paulo”, Matilde disse que considerou positivo “tanto o debate quanto a cobertura dada pela imprensa”. “É explicável que haja uma reação. Mas toda forma de racismo é condenável, toda forma de discriminação é condenável. Quem luta pela democracia tem de se colocar na postura de conquistar o outro para sua luta.”, concluiu.

Da Redacao