Brasília – Heverton Octacílio de Campos Menezes, 62 anos, é o médico pscanalista, que agrediu com ofensas racistas Marina Serafim dos Reis, 25 anos, a bilheteira de um Shopping de Brasília, na tarde deste domingo (29/04) e depois fugiu para não ser identificado.
Menezes, que é reincidente na prática de crimes de natureza racial (teria praticado o mesmo crime em 2002 contra uma mesária eleitoral, que também teria evitado que furasse a fila), tem uma clínica no Lago Sul – reduto dos novos ricos de Brasília – e ficou revoltado porque estando atrasado para a sessão de cinema, queria passar na frente de outros clientes e foi impedido.
Agressão racista
Entre as palavras depreciativas a condição de negra da bilheteira, o médico – que também é psicanalista e palestrante -, segundo Marina disse que ela deveria morar na África e cuidar de orangotangos. “Ele disse que eu era muito grossa que era por isso que eu tinha essa cor, que eu estava no lugar errado que ali não era meu lugar, que eu não devia estar lidando com gente, devia estar lidando com animal. Disse também que eu não deveria estar morando aqui que eu deveria estar morando na África cuidando de orangotangos. Eu fiquei muito nervosa até chorei. Fiquei muito abalada mesmo, fiquei sentida, com o que ele falou. Eu me senti um lixo”, contou a moça, ainda chocada.
Marina já reconheceu o agressor por fotos. Segundo o delegado que preside o Inquérito, Ailton Rodrigues de Oliveira, o agressor é um dos dirigentes da Associação de Refundação Psicanalítica Internacional.
O crime é de injúria racial previsto no parágrafo 3º do art. 140 do Código Penal Brasileiro e a pena prevista, em caso de condenação, varia de 1 a 3 anos de reclusão e multa.
Repugnante
“É uma conduta totalmente repugnante. Nós vivemos em um Estado Democrático de Direito. A Lei prevê que aquele que venha a fazer ofensa utilizando de elementos ligados à questão de etnia, de raça, da condição de idoso, pratica o crime de injuria discriminatória, cuja pena é de um a três anos de prisão”, afirmou o delegado.
Veja o vídeo.

Da Redacao