Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes (foto), é a favor da adoção do sistema de Cotas para negros e indígenas, porém, defende um modelo próprio no Brasil, que leve em conta os aspectos étnicos, culturais, econômicos e sociais do país. “O modelo de ações afirmativas não deve levar em conta apenas a raça ou a cor do indivíduo, mas a sua situação cultural, econômica e social”, afirmou Mendes, durante palestra feita na semana passada na Alemanha.
Segundo Mendes, o Brasil “caminha para a adoção de um modelo próprio de ações afirmativas de inclusão social, tendo em vista as peculiaridades culturais e sociais da sociedade brasileira, que impedem o acesso do indivíduo a bens fundamentais, como a educação e o emprego”.
Na palestra, ele lembrou que o STF está julgando ações sobre políticas afirmativas para negros e indígenas no sistema de educação superior, que tramitam no Supremo desde 2004. “Discute-se, nesse caso, a constitucionalidade de programa governamental voltado à concessão a indivíduos afrodescendentes, indígenas e deficientes de bolsas de estudo em instituições privadas de ensino”, detalhou.

Da Redacao