Belo Horizonte – Minas Gerais é referência nacional no tratamento da anemia falciforme, doença genética de maior incidência no Brasil. Enquanto outros hemocentros em todo país funcionam dentro dos hospitais, a Fundação Hemominas é o único do Brasil que integra os serviços de doação, coleta de sangue e o tratamento da doença falciforme, que inclui muitas transfusões sanguíneas.
Os pacientes e seus familiares contam ainda com a Casa de Apoio, onde pedagogos auxiliam nas atividades escolares e brincadeiras.
A doença falciforme, também conhecida como anemia falciforme, ocorre com mais frequência nos afrodescendentes, reflexo da imigração imposta dos negros, durante séculos, no Brasil. O drama dessa enfermidade é que ela se concentra na população de baixa renda.
O “gene falciforme” altera o formato dos glóbulos vermelhos (foto), o que dificulta a passagem dessas células pelos vasos sangüíneos. A redução da circulação sanguínea pode resultar em lesões em diversos órgãos, Acidente Vascular Cerebral (AVC), infecções, úlceras de difícil cicatrização, crises de dores intensas que não cedem com analgésicos usuais, sendo necessário até o uso de morfina.
Minas Gerais possui o terceiro maior programa de triagem neonatal do mundo e é modelo para a África. Atualmente sete profissionais de Gana estão em treinamento no Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico, onde é feito o diagnóstico da doença.
Uma parceria entre a Fundação Hemominas, a Secretaria de Saúde do Estado e a UFMG realiza também um atendimento dos pacientes em todos os hemocentros do interior do Estado. Assim que o bebê é diagnosticado como portador da anemia falciforme pela triagem neonatal é encaminhado junto com a família para um hemocentro.
Por meio de transfusões de sangue é possível reduzir o número de hemoglobinas anormais no organismo e evitar complicações.
Estimativas apontam que uma em cada 30 pessoas nascidas em Minas é portadora da moléstia, sendo que a Fundação Hemominas acompanha, atualmente, 6.300 pessoas com atendimento pelo Estado.

Da Redacao