Brasília – Depois de afirmar, em reunião com ativistas em S. Paulo, no início do mês passado, que o Plano Brasil/Estados Unidos para a Superação da Discriminação Racial (JAPER, na sigla em inglês), na prática não existia, a ministra chefe da SEPPIR, socióloga Luiza Bairros, reuniu-se nesta terça-feira (03/05), com o Embaixador norte-americano, Thomas Shannon, para discutir a reformulação do Acordo bilateral entre os dois países.
No encontro em S. Paulo, a ministra foi contundente no diagnóstico: “O Plano de Ação, na prática, não existe. Tem crítica de todos os lados. Não havia um Plano de Ação escrito. Não havia definição do modelo de gestão desse Plano”, afirmou,
A declaração foi entendida como uma crítica velada aos seus antecessores na SEPPIR, os ex-ministros Edson Santos e Elói Ferreira de Araújo.
A ministra agora quer que o acordo contemple novas “demandas sociais”, porém, não esclareceu que demandas seriam essas. Disse apenas que defende a revisão do modelo de gestão para que o acordo contemple novas áreas de atuação e a participação social na definição de diretrizes.
Entre as idéias está o fomento a intercâmbios diretos entre organizações da sociedade civil dos dois países, e o ensino de idiomas como instrumento para a superação de barreiras entre os seus participantes. Bairros, porém, ainda não informou qual o investimento do Governo brasileiro no Plano.
Representantes da sociedade civil que monitoram o Acordo bilateral, afirmam que o Governo ainda não disse quanto investiu nem qual o investimento que fará para que sejam atingidas as metas do Acordo.
Novos parceiros
O embaixador Shannon disse que o Governo americano está disposto a ampliar o acordo “a partir da absorção de novos parceiros nacionais e regionais, assim como de outras áreas de atuação, praticando a inovação social”.
A proposta de ambos – que ainda não se sabe exatamente o que significa – deverá ser discutida na próxima reunião do Grupo Diretor do JAPER, em julho, prevista para acontecer em Ouro Preto, Minas Gerais.
O acordo Brasil/EUA para a foi assinado em 2008, na gestão do ex-ministro e atual deputado federal carioca, Edson Santos, porém, começou a ser concebido ainda na gestão da ex-ministra Matilde Ribeiro em reuniões com a então Secretária de Estado no Governo George Bush, Condoleeza Rice.

Da Redacao