S. Paulo – A Igreja do Largo de Santa Cecília, no centro de S. Paulo, deverá ficar lotada neste sábado (08/05),durante a missa de 30 dias da morte do motoboy negro, Eduardo Luiz Pinheiro dos Santos. Lideranças do Movimento Negro paulista pretendem que a missa se transforme em um ato pelo fim da violência policial, que tem atingido, principalmente, pessoas negras.
A missa que está marcada para as 9h terá como concelebrante, o padre José Enes (foto), do Instituto do Negro Padre Batista. A decisão de ampliar a mobilização e transformar a missa em um ato de protesto foi tomada numa reunião na terça-feira (04/05), promovida pela Frente Parlamentar de Promoção da Igualdade Racial e Comissão dos Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de S. Paulo.
A missa foi inicialmente marcada por amigos e familiares do motoboy, morto sob tortura por policiais militares num quartel da PM na Zona Norte (veja matéria). A mãe do motoboy, a pedagoga Elza Pinheiro dos Santos, 62, anos estará presente. Ela já disse acreditar que o filho foi morto por ser negro e por ter tido uma atitude altiva ao ser abordado pela Polícia.
As lideranças negras pedem para que todos compareçam vestindo branco simbolizando o desejo de paz com Justiça.
Os assassinos do motoboy estão presos por decisão do Tribunal de Justiça Militar, porém, seus nomes continuam sendo mantidos em sigilo, atitude que foi justificada assim pela Assessoria de Comunicação da PM: “Muitas vezes, o próprio inquérito policial pode concluir pela inocência, ou ainda, falta de provas de autoria em desfavor do investigado”, afirmou o comando da corporação em Nota à Afropress.

Da Redacao