La Paz – O líder indígena aimará Evo Morales é o novo presidente da Bolívia, segundo as projeções divulgadas por emissoras de televisão, a partir dos resultados extra-oficiais da votação nas eleições do último domingo e será o primeiro indígena eleito para o cargo no país. Segundo as pesquisas Morales, do MAS – Movimento ao Socialismo – obteve mais de 50% dos votos e será o novo presidente a partir de 22 de janeiro.
O segundo colocado, o ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga, da aliança conservadora Podemos – Poder Democrático Social – obteve 30% dos votos. Quiroga já reconheceu a derrota em um pronunciamento em La Paz.
“Os resultados que mostram as estimativas iniciais estão assinalando um caminho para a nossa democracia. Felicito, pública e abertamente, Evo Morales por seu resultado eleitoral.”, afirmou.
Morales, por sua vez, disse em Cochabamba, diante de milhares de simpatizantes que comemoravam a vitória que mudará a história da Bolívia. “A partir de amanhã, ou do próximo ano, começa a nova história da Bolívia, uma história em que se busca igualdade, justiça, paz. Apostamos nessa mudança que o povo boliviano espera.”, afirmou.
Se não tivesse conseguido 50% mais um dos votos, a eleição boliviana seria decidida em janeiro pelos 130 deputados e 27 senadores eleitos no domingo. Caso as projeções da imprensa boliviana se confirmem, com Morales obtendo a maioria absoluta dos votos, o novo Congresso vai apenas formalizar a vitória do candidato do MAS, que assumirá o cargo no dia 22 de janeiro.
Além da vitória do líder indígena, o Mas deve conquistar maioria no Congresso Nacional, apesar de não conseguir a maior bancada no Senado. Segundo projeções da Rede Unitel, o Podemos terá 13 das 27 vagas no Senado. O MAS elegeria pelo menos 12 senadores, mas pode chegar a 13. Os demais partidos ficam com uma ou duas vagas. Na Câmara dos Deputados, as projeções são de que o MAS terá 65 cadeiras, o Podemos 45 e as outras 20 vagas ficarão com os demais partidos.
Dessa forma, mesmo que não tivesse conseguido maioria absoluta Evo Morales passaria a ser o favorito na disputa pela Presidência no Congresso, ao contrário do que indicavam as pesquisas antes da eleição.

Da Redacao