Rio – A mortalidade infantil entre crianças indígenas chega a 51,4 crianças mortas por mil nascidas, enquanto que entre crianças brancas é de 22,9 por mil nascidas – menos da metade, segundo mostra estudo do IBGE divulgado esta semana sobre os 734 mil brasileiros que, há cinco anos, no Censo de 2000 se identificaram como indígenas. A média brasileira é de 30,1 crianças mortas por mil nascidas.
O mesmo estudo mostrou que a população indígena cresceu nos últimos 30 anos mais do que todos os demais grupos étnicos no período de 1.991 a 2000, pulando de 294 mil para 734 mil – um crescimento de 149,6%. O restante da população cresceu 8,2%;
Considerando apenas a população indígena, a mortalidade infantil teria o mesmo padrão de países como Botsuana, país africano que ocupa a 127ª posição no ranking dos 192 países da ONU e apresenta taxa de 51 mil crianças mortas em cada mil nascidas.
A desigualdade também pode ser constatada pela taxa de analfabetismo, segundo o estudo em maiores de 15 anos. A população analfabeta entre os indígenas era em 2.000 26,1% – quase o dobro do total da população, que apresentava uma taxa de 13,6%.

Da Redacao