Londres e Nova York/EUA – A morte de Abdias do Nascimento teve destaque na mídia brasileira e também repercutiu no exterior. De Londres, o correspondente da Afropress, jornalista Alberto Castro, disse que, depois de assistir o testemunho de Abdias no documentário do professor Henry Gates, comentou com o músico baiano Lazzo Matumbi: “Por esse homem vale a pena ser brasileiro, negro e afrodescendente”.
“Hoje dou conta da noticia do passamento fisico do grande guerreiro. Como brasilianista e afrodescendente solidarizo-me com todos os que abracaram a causa de Abdias e acabam de perder um guerreiro maior que soube empunhar e manejar destemidamente a pesada espada da luta contra o racismo e contra o mito da democracia racial no Brasil. Que viva para sempre e que seu exemplo continue inspirando geracoes de brasileiros/as que aspiram por um Brasil justo, inclusivo e de igualdade de oportunidades para todos os seus filhos”, finalizou.
O correspondente de Afropress em Nova York/EUA, Edson Cadette, disse que Abdias como intelectual e ativista sempre foi muito respeitado nos EUA e sua morte deixa um vácuo difícil de ser preenchido.
CEAP e APN
Também o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), manifestou pesar pela morte do líder negro. “Foi Abdias, para o Movimento Negro, uma lição de coragem, retidão caráter e perseverança em sua luta sem fronteiras de combate ao racismo e pela cultura afro-brasileira. O CEAP ressalta que só tem informações de que a família está tratando de processos burocráticos para a cremação”, acrescenta, por meio do seu presidente Ivanir dos Santos.
O coordenador dos Agentes Pastorais Negros, Nuno Coelho, disse que a morte de Abdias é uma perda irreparável para o movimento negro brasileiro.
Condepe
Conselheiros do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Humana (CONDEPE), de S. Paulo, fizeram um minuto de silêncio em homenagem a Abdias do Nascimento. Segundo o presidente do Condepe, jornalista, Ivan Seixas, Abdias será lembrado sempre como o homem que lutou durante toda a sua vida contra o racismo e por igualdade no Brasil.

Da Redacao