Rio – O professor Roberto Delanne – desaparecido desde 17 de março deste ano de sua casa em Duque de Caxias – está morto e a luta agora é pelo reconhecimento oficial de sua morte por parte do Estado, com a emissão do atestado de óbito aos familiares.
A notícia da morte do educador já é admitida pela Polícia carioca e pelas entidades que fazem parte do Grupo de Trabalho Delanne, constituído em abril e que liderou até agora as buscas e os contatos com as autoridades.
A versão da Polícia para a morte é que Delanne foi levado por um grupo do tráfico de Duque de Caxias que cobrava uma dívida de R$ 500,00 de uma pessoa que estava em sua casa.
A coordenadora do Espaço Memória Lélia Gonzalez disse que ainda em janeiro serão retomados os contatos com o Ministério Público e com as autoridades policiais. Também está prevista a solicitação de uma audiência ao novo governador Sérgio Cabral para tratar do caso.
Das 22 entidades que, em abril, participaram da reunião de formação do GT-Delanne, restaram apenas quatro – o próprio Espaço Memória Lélia Gonzalez, o IPEAFRO, a COJIRA-Rio e o Instituto Palmares de Direitos Humanos – IPDH. “A maioria sumiu e não deu mais satisfação, mas o GT permanece”, concluiu Ana.

Da Redacao