S. Paulo – O presidente da Comissão do Negro e Assuntos Anti-Discriminatórios, da OAB/SP, Marco Antonio Zito Alvarenga, considera o lançamento do Movimento Nacional pelo Respeito e Valorização da Diversidade, ocorrido no mês passado, em ato na Assembléia Legislativa “uma vitória dos grupos historicamente discriminados”.
Além de lideranças de entidades negras, participaram do ato lideranças judaicas, ciganas, armênias, da comunidade latina e da sociedade civil comprometida com a defesa dos direitos humanos, sob o lema “Ser diferente é normal. Ser diferente é legal”.
“Durante anos estes grupos traçaram estratégias e executaram projetos isoladamente, fincados em peculiaridades inerentes nas mais diversas formas de discriminação. Devemos lembrar o fato de que há pouco tempo não era possível juntar em uma mesma empreitada grupos tão diversos, com uma proposta única, ou seja, de igualdade de direitos”, acrescentou,
O Movimento foi lançado no dia 15 fevereiro em ato que reuniu cerca de 200 pessoas, no auditório Franco Montoro, e que contou com o apoio da Comissão dos Direitos Humanos da Assembléia.
Segundo Zito, “o movimento bem obtendo reconhecimento gradual da sociedade, caminhando a passos firmes e contínuos em direção ao seu alvo: o respeito à diversidade”.
Na semana passada lideranças representativas de vários setores promoveram, na OAB, uma primeira reunião para avaliar o Movimento e definir uma agenda. No dia 30 de março, às 19h, na OAB, haverá nova reunião para a qual serão convidados representantes das várias entidades que aderiram a “Carta de S. Paulo” e as que pretendem fazê-lo. A “Carta” propõe um “Basta” a escalada de intolerância e a pregação do ódio racial e defende que o país adote uma legislação para enquadrar os crimes cometidos através da Internet.
Para Zito, as lideranças que aderiram ao Movimento querem que, a partir de S. Paulo, ele se espalhe pelo país. “Devemos adotar o princípio do físico/filósofo Arquimedes, ao dizer: “dei-me uma alavanca que moverei o mundo. No caso do nosso Movimento é a alavanca e as convicções de seus integrantes o ponto de apoio visando mover o respeito à diversidade em direção de todo cidadão brasileiro”, concluiu.

Da Redacao