Santos – O técnico do Santos Wanderlei Luxemburgo está respondendo a Procedimento Investigatório, instaurado pela Promotoria de Justiça Cível de Santos, por declarações de caráter supostamente racista, no episódio envolvendo o jogador Antonio Carlos, do Juventude, punido pela prática de racismo pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Sul.
Luxemburgo disse na ocasião, tentando minimizar o episódio da expulsão e punição do jogador pelo TJD gaúcho, que costumava chamar os jogadores negros das equipes que treina de “picolés de asfalto”, o que provocou representação da ONG ABC sem Racismo contra o treinador.
O Procedimento Investigatório de Nº 142/2006 foi aberto pelo Promotor Eduardo Antonio Taves Romeiro, de Santos. Citado, Luxemburgo, por meio do advogado José Costa, negou ser racista, disse se considerar também um afro-descendente e explicou que a declaração teria sido tomada pela imprensa “fora do contexto”.
“Não pretendi difundir ou incentivar a prática do racismo. Muito pelo contrário. Apenas tentei minimizar um fato que estava sendo comentado na ocasião – suposta agressão verbal que teria ocorrido entre dois jogadores de futebol no calor de uma partida, por entender, como afirmei que o mesmo estava tomando “uma dimensão desnecessária”; justificou-se. “Quero deixar claro que não sou racista”, acrescentou.
No episódio em que Antonio Carlos é acusado, além da suspensão por 120 dias pelo Tribunal de Justiça Desportiva Gaúcho, o atleta responde a inquérito por racismo instaurado pelo Ministério Público de Caxias do Sul.
O promotor Romero deu prazo de 20 dias, para que a ONG ABC sem Racismo, se manifeste sobre as explicações de Luxemburgo. A ONG ABC sem Racismo também pediu a abertura de Procedimento investigatório no âmbito criminal.

Da Redacao