Brasília – Depois da ação civil pública contra bancos de Brasília, por discriminação contra negros e mulheres, o Ministério Público do Trabalho, adotará idêntica providência em S. Paulo, onde as diferenças são ainda maiores. Nos quatro maiores bancos privados do Estado, o total de trabalhadores é de 64.750. Enquanto os brancos (homens e mulheres) representam 92%, os negros são apenas 7,9%. Entre os negros, os homens somam 4,0% e as mulheres, 3,9%.
Em Brasília, os cinco maiores bancos privados possuem um total 1.858 trabalhadores. Os brancos representam 81,4% e os negros 18,7% -10,6% homens e 8,1% mulheres.
A ação civil pública protocolada na segunda-feira, dia 12/09, envolve os bancos Itaú, Bradesco, ABN e Unibanco que terão que responder porque discriminam negros mulheres no mercado de trabalho. A ação foi impetrada porque esses bancos negaram a participar do “Programa de promoção da Igualdade para Todos”, lançado em abril deste ano pela Procuradoria Geral do Trabalho. Além da insignificante presença dos negros nos bancos, a discriminação também ocorrre nas formas de remuneração e de ascenção profissional.
A média salarial de um trabalhador negro, por exemplo, corresponde a apenas 63%, do salário pago a um trabalhador branco e, no caso das mulheres, recebem, em média apenas 60% do que ganham os homens. Segundo o MPT, “não há diferenças educacionais que justifiquem as desvantagens salariais”.

Da Redacao