S. Paulo – O caso das ofensas racistas contra o músico Raphael Lopes, – o Rapha Dan Top -, comparado a um macaco no show “Proibidão” de stand-up, promovido há duas semanas, na casa noturna Kitsch Club, já está com a Secretária Executiva da Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, Cláudia Maria Beré.
O ofício encaminhando a representação do músico protocolada pelo advogado Dojival Vieira foi enviado também ao Coordenador da Central de Inquéritos Policias e Processos, Virgílio Antonio Ferraz do Amaral, pelo promotor Eduardo Dias Ferreira, coordenador das Áreas Cível e de Direitos Humanos (Pessoa com Deficiência e Inclusão Social).
Medidas
Caberá a ambos tomar as medidas que considerarem adequadas em relação ao stand-up que ofende negros, mulheres, homossexuais e portadores de deficiência que continua a ser apresentado pelos organizadores, entre os quais Luiz França, e o autor da piada racista, Felipe Hamachi.
A defesa do músico anunciou que na próxima semana protocolará novos ofícios ao Ministério Público, à Delegada titular da Delegacia de Crimes Raciais, Margarette Barreto, e a Secretária de Justiça, Eloísa Arruda, pedindo a adoção de medidas no plano penal e administrativo também contra o humorista Marcelo Marrom.
Servindo-se da sua condição racial (o fato de ser negro), Marrom repetiu a piada racista, afirmando que Rapha Dan Top, teria ficado “aborrecido porque o pagamento do trabalho que fazia na casa seria em dinheiro e não em bananas”.
Inquérito Policial
Na semana passada foi instaurado Inquérito Policial e protocolada a representação na Secretaria de Justiça em que o músico, por meio de seu advogado, pede a aplicação da multa de R$ 165 mil para cada o organizador, para os responsáveis pela casa e para o autor da piada racista, com base na Lei 14.187/2010, que pune os crimes de discriminação na esfera administrativa.
Os acusados deverão começar a ser ouvidos a partir da próxima semana, assim como o músico, que deixou de trabalhar na casa, em protesto pelo fato de os responsáveis terem se solidarizado com o agressor, mantendo as apresentações de stand-up em aberto desafio às leis e legislação do país.

Da Redacao