Brasília – “As denúncias se avolumam na medida em que vem se agravando o quadro da desigualdade no mercado de trabalho. Felizmente, a postura do MPT que reativou os Inquéritos Civis Públicos a respeito do assunto vem produzindo, independentemente dos resultados judiciais, significativas mudanças na comunidade”, afirmou o advogado Humberto Adami, presidente do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (IARA), ao assinar o aditivo ao Termo de Cooperação entre o IARA e a Procuradoria Geral do Trabalho, nesta terça-feira (14/08), em Brasília.
A solenidade de assinatura contou com a presença do deputado Carlos Santana, presidente da Frente da Igualdade Racial. “A luta é pelo reconhecimento da participação do afrodescendente em tudo que tem sido feito para o crescimento desse país”, disse Santana. O Termo de Cooperação prevê a troca de informações a respeito de discriminação de afrodescendentes no trabalho que sejam comprovadas pelo MPT e das denúncias recebidas pelo Instituto de Advocacia.
Segundo a Procuradora Geral Sandra Lia Simon a parceria com o Instituto Iara representa “uma vontade dos seiscentos e três Procuradores do Trabalho em atividade hoje, que ajudaram a escolher o combate a discriminação no trabalho como uma das nossas seis principais metas de atuação”.
O diretor do Sindicato dos Petroleiros de Alagoas, Anselmo Hilário dos Santos, que participou da renovação do aditivo como testemunha, citou como exemplo obtido de resultados obtidos por meio do Termo de Cooperação a efetividade da parceria entre o Sindicato e o Ministério Público do Trabalho no Estado, que vem permitindo investigar a existência de discriminação nas empresas Petrobras e Shell.

Da Redacao