Brasília – Mulheres pretas e pardas ganham menos do que as brancas, em média 51%, segundo pesquisa do Sistema Nacional de Informações de Gênero (SNIG) divulgada pelo IBGE, com base nos Censos de 1991 e 2000.
A diferença salarial é maior na área urbana do Estado do Rio, onde as pretas e pardas chegam a ganham só 48,6% da renda das mulheres brancas. Nas regiões Norte e Nordeste, onde normalmente o rendimento dos homens é menor, a desigualdade é proporcionalmente menor.
A pesquisa, feita em parceria com a Secretaria Especial de Política para Mulheres mostra ainda que as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste são as que concentram maior discriminação tanto de gênero, quanto de cor. Nessas regiões há maior proporção de mulheres que ganham menos de 70% dos rendimentos dos homens.
Segundo a economista Hildete Pereira de Melo, da Universidade Federal Fluminense, a pesquisa revela a discriminação de gênero e de raça. “É pura discriminação. Essa é uma das batalhas mais sérias das mulheres: salário igual para trabalho igual”, concluiu.

Da Redacao