S. Paulo – Sob a direção da Casa da Cultura da Mulher Negra de Santos, organizações de Mulheres Negras de todo o país se articulam para boicotar a programação da Rede Globo, no dia 21 de março – Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, criado pela ONU.
A campanha é uma resposta ao desrespeito à mulher negra – apontada sempre em cenas de estupro, na minissérie JK, que está sendo veiculada pela emissora, e que conta a história do ex-Presidente Juscelino Kubitscheck.
A proposta é que os aparelhos sejam mudados da Globo da meia noite do dia 20 a meia noite do dia 21.
No dia 1º de fevereiro uma Comissão de Mulheres, liderada por Alzira Rufino, presidente da Casa da Cultura da Mulher Negra de Santos, teve encontro com as ministras Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Mulheres e Matilde Ribeiro, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Alzira reagiu assim a receptividade junto as duas ministras: “Foi um horror”.
O passo seguinte foi o anúncio do boicote, que ela quer que ocorra também em outras duas datas – 25 de julho – Dia da Mulher Negra Latino-Americana – e 25 de Novembro – Dia Internacional contra a Violência Doméstica.

Da Redacao