Santos – Para marcar o Dia da Mulher Afro-latino-americana e Afro-caribenha, a Casa da Cultura da Mulher Negra de Santos, promove nesta terça-feira, o segundo dia de boicote à programação da Rede Globo, em protesto pela exibição de cenas agressivas e constrangedoras e contra o registro explícito de estupro, violência doméstica e racismo, que ferem a auto estima da mulher negra nas novelas e minisséries veiculadas pela emissora.
“Mudaremos de canal de zero hora do dia 25 de Julho permanecendo 24 horas, sem assistir a Rede Globo. Nosso objetivo é sensibilizar a direção da Rede Globo para uma reunião política com as lideranças das organizações negras do Brasil, pautada nas nossas especificidades”, afirma Alzira Rufino, presidente da entidade.
Segundo ela, só é possível influenciar nos níveis de audiência da emissora com a união de todos e todas, para exigir respeito aos valores da cultura negra, em especial da mulher negra, sempre mostrada em posição subalterna, quando não vítima de estupros e violências.
A data de 25 de julho foi definida em 1.992, quando da realização do I encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, em San Domingos, República Dominicana, como referência internacional da luta e da resistência da mulher negra contra a situação de opressão de gênero e racial e étnica em que vive.

Da Redacao