S. Paulo – O Museu Afro-Brasil, instalado no Parque do Ibirapuera (Zona Sul de S. Paulo) que se manteve fechado no domingo – Dia Nacional da Consciência Negra -, em memória aos 310 anos de Zumbi dos Palmares, “assassinado por Domingos Jorge Velho e em virtude de impossibilidades administrativas que inviabilizam as ações de seu funcionamento”, abre novamente suas portas nesta terça-feira, 22/11.
O protesto do fechamento foi justificado numa nota do site do Museu, uma das últimas obras inauguradas pela ex-prefeita da São Paulo, Marta Suplicy (PT). Foi também ela quem sancionou uma lei que tornou o dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, um feriado municipal.
Os problemas com a falta de verbas do Museu não são novos. Em julho, o secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil, disse não haver recursos orçamentários ou quadro de funcionários, necessários à continuidade e estabilidade do Espaço, criado no seu entender em desacordo com a Constituição Federal.
O Museu é mantido com recursos oriundos da Prefeitura de São Paulo, pela Prodam (Companhia de Processamentos de Dados do Município), pela Imprensa Oficial, pelo Instituto Florestan Fernandes, pelo Ministério da Cultura, pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, pela Nestlé e pela Petrobras.

Da Redacao