Brasília – O novo presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, Cobrinha, deverá definir na próxima semana os nomes que permanecerão na equipe da autarquia vinculada ao Ministério da Cultura (MINC), bem como as chefias das representações da Palmares nos Estados de S. Paulo, Rio, Maranhão, Bahia e Alagoas, assim que retorne dos Estados Unidos, onde se encontra cumprindo agenda de visita a museus com a ministra Marta Suplicy.

O novo presidente já se reuniu com a equipe herdada do seu antecessor, porém, não definiu quem sai e quem fica. É certo que chefe de gabinete Claudinei Pimentel Motta (Pirelli) e os responsáveis pelos escritórios da Palmares nos Estados deverão ser substituídos, porém, o novo presidente ainda não anunciou sua decisão. 

É dada como certa também a saída da coordenadora geral da gestão interna da Palmares, Carolina Nascimento. A situação do diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira, Martvs Chagas, e do diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio-Afro Brasileiro, Alexandro Reis, é tida como certa.

Chagas e Reis são, respectivamente, dirigentes do PT de Minas e do PC do B, da Bahia, e chegaram à Palmares depois de ocuparem cargos de direção na Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) na gestão do ex-ministro Elói Ferreira de Araújo, que assumiu a autarquia no início do Governo Dilma.

Viagem

Cobrinha está nos Estados Unidos, onde chegou nesta quinta-feira (14/03) com a ministra Marta Suplicy, para uma extensa agenda em Washington e Nova York, onde conhecerá as experiências norte-americanas bem sucedidas na instalação de museus.

A ministra quer continuar o projeto defendido pelo ex-presidente da Palmares, Elói Ferreira de Araújo, de instalar em Brasília, o Museu da Memória Afrodescendente, em terreno às margens do Lago Paranoá, já cedido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) –  numa área cuja pedra fundamental foi colocada pelo ex-presidente sul-africano e líder da luta contra o apartheid, Nelson Mandela na visita ao Brasil nos anos 90.

O Museu contará com recursos tecnológicos que possibilitarão aos visitantes uma experiência diferenciada, intensa utilização de elementos multimídia e ferramentas para uso de conteúdo virtual. A idéia é aproveitar as visitas a museus em Washington e Nova York para troca de experiências e cooperação institucional.

Agendas

A primeira visita agendada é ao Museu do Holocausto que acontece hoje (quinta-feira, 14/03) à tarde. Amanhã, sexta, haverá encontro com o vice-presidente do Newseum e também com Lonnie Bunch e a equipe criadora do Museu Nacional de História e Cultura Afro Americana. Mais tarde, Marta participará de acordo de cidades irmãs, entre o Distrito Federal e Washington.

No sábado, haverá visita ao Smithsonian Institute/National Museum of African Arts e um encontro com Francine Berkowitz, diretora do Office of Internacional Relations.

Na próxima semana, a ministra e Cobrinha estarã em Nova York para uma visita ao MoMA (The Museum of Modern Art), e com o curador de arte latino-americana do museu e da Bienal de S. Paulo, Luis Henrique Pérez-Oramas e com Jay Levenson,k diretor de Programas Internacionais do museu. Também haverá visita ao Schomburg Center, centro de pesquisa de cultura negra.

 

Da Redacao