É claro que têm, porém faltam oportunidades, falta um sistema educacional que nos assista de maneira eficaz desde o ensino fundamental para que possamos competir de igual para igual.
Na empresa em que trabalho existem poucos negros, e a maioria destes está desempenhando as piores funções.
Já fui o tipo de pessoa que procurou ignorar o racismo ou tentar agir com indiferença diante dele, porém notei que não é bem assim, por mais que me esquivasse ele me atingia. Com certeza, se não tomarmos uma atitude ninguém o fará por nós!
Não basta ser negro, a imagem fala por si só, é preciso assumir uma postura enquanto tal diante da sociedade ignóbil e hipócrita em que vivemos.
O racismo velado e institucionalmente constituído é a pior maneira na qual este mal se manifesta. Utilizemos como base dados percentuais e estatísticos envolvendo os afro-descendentes, vejo-os como 50% da população brasileira, mas em hipótese alguma os vejo na mesma proporção sendo veiculados nos meios de comunicação de massa, em cargos de chefia de grandes empresas, ocupando cadeiras no congresso nacional ou em instituições de ensino superior. Em se tratando de marginalidade, ou seja, às margens da sociedade, vejo o meu povo necessitando de saúde, empregos dignos, moradia, segurança e principalmente por oportunidades e respeito.
Até quando estaremos sujeitos a tal humilhação? – Diante de tal questionamento, concluo:
Somos fortes e não somos poucos!
Quando unidos, incomodamos muito e a muitos!
A partir do momento em que os negros se unirem, discutirem idéias, projetos e principalmente a aplicabilidade destes, acredito esperançoso de que o cenário comece a mudar e comecemos a ser respeitados e enxergados devidamente pelas demais etnias.
Não pedimos favores, pedimos respeito!
Não queremos caridade, queremos dignidade!
Negro, mova-se!

Marcel Roberto da Silva