Nova York – A temperatura estava bem acima da média para esta época do ano, oscilando entre 10º e 15º graus positivos. Milhões de turistas com suas sacolas das lojas de departamentos mais famosas do mundo – MACY’S, BLOOMINGDALES, SAKS FIFTH AVENUE, etc. – lotavam os principais pontos turísticos da cidade.
Leio num dos tablóides daqui que somente este ano (2006), a cidade recebeu mais de 35 milhões de turistas que trouxeram para os cofres da prefeitura mais de 20 bilhões de dólares. É este crescimento de negócios e divisas que ganham as cidades onde seus cidadãos se sentem seguros e sem medo de saírem de suas casas pensando que podem ser imolados vivos dentro de algum transporte publico. A grande maioria dos turistas se concentra na ilha mais famosa do planeta, a ilha de Manhattan. Para quem não sabe, esta ilha foi comprada dos autóctones pelos holandeses por US$1.00.
Lojas enfeitadas, cinemas com os últimos lançamentos para o Oscar, e os principais museus da cidade – Metropolitam, Guggenhein, Witney, Historia Natural – com ótimas exibições. Uma dica: os principais museus aceitam doações como parte da entrada, não é necessário pagar o preço total de entrada. Somente diga ao caixa que você gostaria de fazer uma contribuição mínima. Este e um pequeno detalhe que passa desapercebido aos turistas.
Restaurantes para agradar o paladar do mais exigente turista, hotéis para um público diverso com todos os tipos de orçamentos, e um sistema de transporte pblico que funciona 24 horas´, cobrindo praticamente os cinco bairros que compõem Nova York – Brooklyn, Bronx, Manhattan, Queens e Staten Island.
Para quem ainda acredita na história de Papai Noel, Nova York é certamente uma grande árvore de Natal cercada de presentes por todos os lados.
Película
Silvester Stalone está de volta. Para alguém que parecia no fim da linha em que o estilo eram os bíceps como únicas armas de interpretação, Stalone mostrou que ainda tem alguns socos para acertar dentro de Hollywod.
Ele está de volta com mais um filme da série Rocky. O primeiro surgiu há exatamente 30 anos atrás. Lembro- me que, na época com 16 anos, depois de ver o filme, tentei imitá-lo e tomei três ovos crus antes de começar a correr. O difícil foi não vomitar. Comecei a correr todas as manhas perto da minha casa, mas os ovos, não tomei mais.
Depois de lutar com Apollo em dois filmes, enfrentar o Senhor T da serie Esquadrão Classe A, enfrentar um gigante russo e terminar seus dias de glória lutando contra um jovem lutador, Rocky ressurge como Rocky Balboa. Agora ele e dono de um restaurante italiano chamado Adrian’s, homenagem a sua mulher que morreu de câncer.
O cunhado Poly ainda trabalha para o mesmo frigorífico e continua reclamando atenção. Morando numa casa simples, Rochy ainda tem brios para seguir lutando. Entretanto, a idade já não permite. Por causa de uma aposta num suposto jogo eletrônico onde o personagem de 30 anos atrás venceria o atual campeão mundial, um interesse é criado acerca da suposta luta. O filme não tem o brilho dos anteriores.
Vemos um ex-lutador instrospectivo, tentando reconciliar-se com seu filho que carrega seu sobrenome como se fôsse um fardo e, ao mesmo tempo, manter dentro si a chama acesa para mais uma luta. Trinta anos passados, Rocky Balboa chega mostrando que a experiência da vida continua sendo a melhor maneira para alguém conseguir sabedoria. É uma pena que a mesma sabedoria não seja suficiente para transformá-lo num melhor ator.
O grande Satã
Assim são conhecidos os EUA por todo mundo muçulmano. Um país de enfiéis querendo impor sua democracia, valores e estilo de vida sobre milhões de muçulmanos no Oriente Médio. A guerra contra o Iraque veio reforçar ainda mais esta percepção. A imagem mais comum que vemos nos noticiários sobre os conflitos no Oriente Médio é a “famosa” queima da bandeira norte americana por fanáticos religiosos.
Eu, particularmente, acredito que alguns destes fanáticos sentem uma espécie de orgasmo cada vez que cometem este ato. Entretanto, a verdade é bem outra. Por incrível que possa parecer, mais muçulmanos estão chegando aos EUA depois dos atentados de 11 de Setembro. Estes novos imigrantes estão chegando sem se deixar abater por histórias de dureza da vida nos EUA ou por suas próprias visões a respeito da política externa caótica do presidente norte- americano, George W. Bush.
Mesmo com suas reservas quanto a esta política, que para muitos continua sendo altamente favorável a Israel em detrimento dos palestinos, eles continuam chegando porque os EUA oferecem aquilo que eles não tem em seus respectivos países; ou seja: eles vêm em busca de oportunidades econômicas, liberdade religiosa e liberdade política.
Diferente da grande maioria dos compatriotas da A.L., a maioria dos imigrantes muçulmanos chega aos EUA já graduados em Faculdades. Segundo as estatísticas do governo, mais de 6 milhões de muçulmanos vivem hoje nos EUA.
Apesar da retórica dos Aiatolás e líderes religiosos do Oriente Médio contra o grande Satã, a verdade é que os EUA são a grande Meca para milhões de imigrantes que aportam em seus aeroportos diáriamente.

Edson Cadette