Se repararmos quando entra um negro em uma loja de móveis ele é atendido com reservas e se disser que esta só vendo aí ele é bem ignorado pelo vendedor.
Já teve uma pesquisa na qual o PROCON/SP, em 2009, detectou que o negro é discriminado, e muito, em estabelecimentos, em que negros disseram que se sentem discriminados, e se sentindo discriminados, sofreram humilhações.
A Constituição de 1988 estabelece o racismo como crime e, por meio da Lei 7.716, do ano seguinte, pune a prática e a indução à discriminação de raça, cor e etnia. Já o Código Penal brasileiro regula o crime de injúria racial (a atribuição de má qualidade a alguém devido a raça, cor, etnia, religião ou origem).
Já no Judiciário costuma-se enquadrar como racismo ofensas amplas, que poderiam ter ocorrido com qualquer pessoa “diferente”: negar emprego ou impedir a entrada em um estabelecimento por causa da cor da pele, por exemplo. A injúria racial, no entender dos juízes, ocorre quando alguém é ofendido pessoalmente por causa de sua etnia, como ao ser xingado na rua.
Me faz lembra em que ocorreu este ano do músico Pedro Damian Bandera Izquierdo, de 37 anos, a qual não deixou passar o que considerou uma indignidade e racismo. Em agosto de 2010, apresentou-se em uma livraria do Shopping Cidade Jardim, zona sul de São Paulo, contratado pelos donos da loja.
Contou que chegou de táxi com os instrumentos e quando desceu na entrada do prédio para procurar alguém da produção, dois seguranças o barraram e foram arrastando para fora. Chegou mais dois agentes, aí mais três, e eles perguntavam o que eu estava fazendo, quem havia o mandado ali. O músico não deixou passar e logo registrou ocorrência e foi à Justiça, mas até quando vamos ver o negro passar por isso.
O título original do artigo é “Negro é monitorado dentro do estabelecimento comercial”.

Luiz Carlos dos Santos