Se me envergonham, pronto: não me representam!

O atrelamento oportunista de muitas "lideranças" negras da Bahia ao poder branco de plantão, poucos sabem, é coisa muito antiga. Ela tem sim, inclusive raízes históricas, pois, uma das características do candomblé seminal, no tempo em que era ainda uma seita de negros ricos, foi esta política de aparelhamento e da acomodação junto a governos e à elite branca.

A indicação por parte dos líderes religiosos, mães e pais de santo do candomblé, de brancos poderosos ou influentes junto ao governo, para o cargo simbólico de "babalorixá" é ainda hoje uma prática oportunista recorrente.

É a velha política colonial arrivista da "farinha pouca, meu pirão primeiro". Uma suposta liderança de uma "elite" negra auto intitulada (composta, no início por ricos e remediados indivíduos de ascendência nagô ou yoruba) se acertava em acordos com o governo local, de forma subalterna, servindo de anteparo, válvula de escape contra as demandas do resto da negrada, obtendo parcas vantagens com isto.

 

Já cansei de contar aqui: Ainda no século 19, alguns representantes desta elite, comerciantes em Salvador, Bahia e Lagos, Nigéria (a roupa suja da qual esta gente foge como o diabo da cruz) foram, inclusive traficantes de escravos na rota Benguela-Brasil.

É, pois, coisa do tempo da escravidão, logo a escravidão neste ponto, infelizmente está bem preservada na Bahia, em Salvador, principalmente, terra do Carnaval – com todo respeito – mais submisso e "sim sinhô" do Brasil, cujo símbolos máximos são a corda e o abadá, separando brancos finos felizes de negros saltitantes e eufóricos.

Estes segmentos submissos, felizmente não representam a maioria, mas como sempre, a mídia "branca" racista vai generalizar e vender a imagem equivocada de que o "mov. negro" do Brasil como um todo apoia Dilma, Lula e o PT.

Este é o lado mais deletério e constrangedor do trabalho deste pessoal, a serviço do PT de Lula e Dilma por interesses discutíveis e sujando o nome de todos os negros do Brasil, vistos como capachos de qualquer poder reinante, mesmo os mais sujos.

"Paijoanismo" lamentável.

(Nas fotos, os governadores da Bahia Juracy Magalhães (de gravatinha borboleta) em 1937, e o famigerado adepto da ditadura Militar Antônio Carlos Magalhães, já nos nossos dias, ambos políticos brancos poderosos, paparicados pelo oportunismo religioso afro baiano.)

 

Spírito Santo