Barretos – O referendo previsto para o dia 23 deste mês em que a população decidirá pelo SIM ou NÃO ao comércio de armas de fogo no Brasil, foi o tema do debate realizado nesta quarta-feira (05/10) na Associação Comercial de Barretos, interior de S. Paulo, numa iniciativa do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra.
Segundo a presidente Elisa Lucas, o objetivo é possibilitar à população negra elementos para se posicionar em relação ao Referendo. Este é o segundo debate realizado com este objetivo. Para Elisa, a população negra não deve ficar passiva neste debate. “É muito importante que as pessoas saibam como votar numa ou noutra opção no Referendo”, afirmou.
O coronel aposentado da PM Jairo Paes de Lira defendeu a posição contra o desarmamento e disse que a população não deve abrir mão do direito à legítima defesa consagrado na constituição. Em defesa do SIM, o Jornalista Responsável pela Afropress, Dojival Vieira, disse que a população negra é a principal vítima das armas de fogo e por isso deve votar pelo desarmamento. Ele citou dados do Datasus que revelam que 58,6 de cada 100 mil negros no Brasil são vítimas de armas de fogo contra 16,6 de brancos.
O jornalista, entretanto, afirmou que considera o Referendo “um factóide” e explicou por que: “Tenho certeza que faria muito mais sentido que o povo fosse convocado para um Referendo para decidir se o Brasil deve continuar tendo as taxas de juros mais altas do planeta e uma política econômica que inibe a produção e premia a especulação financeira”, afirmou. Mariana Montoro, do “Instituto Sou da Paz”, ONG que lidera, em S. Paulo, a campanha pelo desarmamento, embora convidada não pôde comparecer por não ter conseguido embarcar a tempo de Porto Alegre, onde participava de uma palestra sobre o tema.
O debate reuniu ativistas e educadores de Barretos que lotaram o auditório da Associação Comercial e Industrial – ACIB.

Da Redacao