S. Paulo – Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (DIEESE) feito nas seis regiões metropolitanas brasileiras confirma, no período entre 2004 e 2008, o abismo entre negros e não negros: em S. Paulo, por exemplo, o rendimento dos negros representa apenas 56,3% do rendimento dos não negros.
Em Belo Horizonte, a renda média dos negros cresceu 15,7% no período, porém a diferença continua grande: o rendimento médio de negros na capital mineira é de R$ 5,03 contra R$ 8,80 do recebido pelos brancos.
Em Salvador, embora os negros representem 85% da população, a hora de trabalho dos negros equivale a R$ 4,75 e a dos brancos R$ 9,63.
As diferenças são grandes também na ocupação da mão de obra negra em postos de direção, gerência e planejamento, segundo o Estudo. Em S. Paulo, por exemplo, apenas 5% dos negros ocupados estavam em funções de direção, gerência e planejamento, em 2008. Entre os brancos, o percentual é de 17,4%.

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