Netinho foi o único candidato ao Senado, que teve espaço numa página inteira da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, publicada aos domingos, em que defendeu as suas propostas e se disse defensor do “comunismo brasileiro”, que estaria sendo implementado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na entrevista a André Cintra, Netinho disse que vai ajudar na campanha da candidata Dilma Roussef, e se declara “completamente realizado”, “cada vez mais feliz” e “extremamente grato” com o PC do B.
Ele disse que, para ser eleito, “faltou um pouco de gás no final”. “Com os poucos recursos que agente tinha, isso fez a diferença”, afirmou.
“Foi uma campanha muito difícil, em que a gente pôde ter a certeza de que a imprensa paulistana tem lado. Portanto, dentro das nossas condições, fizemos o possível. Eu fiquei muito surpreso, sim. A imprensa começou esse processo político falando em isenção, não foi? Mas, conforme o processo foi se desenvolvendo, a gente não viu nada dessa isenção. De notícias a meu respeito, só saiam fatos negativos. Eu esperava que, se eles estavam falando daquele jeito sobre fim, falariam mal também dos outros candidatos. Mas não parecia que eu era o único Judas que estava ali para ser malhado. Acho que eles cumpriram o papel que combinaram fazer. Mas, como eu tive 7,7 milhões de votos, isso significa que meu povo não se abalou. Acho que é uma conquista. Um candidato negro no nosso país nunca teve essa expressão de votos. Agora, isso tem de ser bem tratado, para que a gente possa ampliar numa próxima eleição”, acrescentou.
O empresário e vereador se referia, particularmente, a matéria da Folha de S. Paulo, que revelou que, no caso da agressão a ex-companheira, ele era reincidente: há havia agredido uma outra mulher – uma outra mulher – e se livrou de processo por conta de um acordo judicial.
Netinho disse que está empenhado na eleição da candidata Dilma Rousseff. “Já estamos conversando para que o PC do B tenha um papel protagonista neste embate que o segundo turno vai exigir. O partido, com sua militância e estratégia, com seus líderes, vai a campo para defender este que é o melhor patrimônio para o Brasil que é a defesa da democracia através de Dilma”.
E terminou agradecendo ao Partido. Disse que se não fosse do PC do B, não teria tido a chance de ser candidato ao Senado: “Se não fosse o PC do B, eu não teria essa chance isso não aconteceria. Acho que nossa militância fez tudo que pôde e, agora, nós vamos ampliar. Essa votação nossa significa pessoas que são simpatizantes das nossas ideias, do nosso campo, que virão conosco e que podem se filiar para serem mais soldados do PC do B”, concluiu.