S. Paulo – Vaias e objetos lançados no palco foi a resposta do público ao discurso do prefeito Fernando Haddad, do PT, durante ato político do Dia Nacional da Consciência Negra realizado nesta quarta-feira (20/11), no Vale do Anhangabaú, em S. Paulo. O Secretário Netinho de Paula, da Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (SMPIR) da Prefeitura ainda tentou socorrer o prefeito. Inútil: mais vaias e Haddad teve que abreviar o discurso.

Haddad criou este ano a Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial cumprindo promessa feita na campanha eleitoral. Comandada por Netinho, vereador licenciado pelo PC do B, a Secretaria terá em 2014 orçamento de pouco mais de R$ 11 milhões – metade dos quais deverão ser destinados a custeio, ou seja, pagamento de funcionários e manutenção da máquina. O orçamento frustrou a expectativa, inclusive do próprio Netinho, embora ele evite tratar do assunto em público.

“Se eu precisei criar, se nós precisamos cobrar um pouquinho de IPTU de quem tem muito para levar para quem tem pouco na periferia, nós não vamos nos intimidar. Não é a desinformação de programa popular que vai nos intimidar”, tentou o prefeito. Sem resultados: garrafas, camisas e outros itens tornaram a ser arremessados.

Aos jornalistas, após as vaias, que começaram logo após ter tido seu nome anunciado por Netinho, Haddad justificou-se aos jornalistas: "O ano é esse, é o ano de protesto, tem que se acostumar", disse.

Marcha

A Marcha que saiu do vão do MASP na Avenida Paulista, às 14h, em direção ao Vale, no Centro, reuniu cerca de 2 mil pessoas (800 segundo a PM). Por meio de cartazes manifestantes pediram a desmilitarização da Polícia Militar e protestaram contra o assassinato do estudante Douglas Rodrigues, no Jaçanã, morto por um PM. “Por que o senhor atirou em mim?”, a pergunta feita pelo adolescente ao policial, se tornou mote dos manifestantes.

Foto: Lais Cattassini/G1

Da Redacao