S. Paulo – Estudo realizado pela Fundação Seade, pelo Dieese e Consórcio Intermunicipal Grande ABC, revela que na região mais industrializada do país, berço do Partido dos Trabalhadores (PT) e da principal central sindical – a Central Única dos Trabalhadores, a CUT – o rendimento médio por hora de negros corresponde a apenas 59,9% dos salários recebidos por não negros na região.

De acordo com o Estudo – que cobre o período de 2010 e 2011 – um negro no ABC recebe em média R$ 6,35 por hora, enquanto um não negro – que no estudo engloba brancos e amarelos, recebe R$ 10,60.

A Pesquisa, porém, constata que caíram as taxas de inserção de negros e não negros no mercado de trabalho. A diferença nas taxas de desemprego total de negros e não negros, por exemplo, caiu de 6,6 pontos percentuais, no biênio 2001/2002, para 3,2 pontos percentuais em 2010/2011.

Atividade

O Estudo também revela que os não negros têm maior participação nos serviços e no comércio, ao passo que os negros tem participação mais expressiva na construção civil e serviços domésticos, onde predominam postos de trabalho com menores exigências de qualificação profissional, remunerações mais baixas e relações de trabalho mais precárias e menos valorizadas socialmente.

Da Redacao