Brasília – O Mapa da Violência 2012 divulgado nesta quinta-feira (29/11) revela que o assassinato de jovens negros atingiu o ponto de  verdadeira pandemia: os homicídios de negros cresceram em oito anos 5,6%, enquanto que de brancos caíram 24,8%.

De acordo com o Mapa, em 2002, morriam vítimas de homicídios 65,4% mais negros do que brancos. Oito anos depois morrem mais 132,3% mais negros do que brancos, segundo o Estudo "A Cor dos Homicídios  no Brasil", divulgado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).

Os números, divulgados pelo responsável pelo Estudo, professor Julio Jacobo, são "alarmantes" e representam o que ele classificou como "pandemia de mortes de jovens negros".

No período entre 2002 e 2010 foram assassinados no Brasil 272.422 negros, uma média de 30.269 mortes por ano. Só em 2010 as mortes chegaram a 34.983. Esse número é proporcionalmente duas vezes e meia maior do que entre os jovens brancos. Em 2010, por exemplo, o índice de mortes violentas de jovens negros foi de 72, para cada 100 mil habitantes. Entre os jovens brancos foi de 28,3 por 100 mil. Os dados foram levantados  com base no Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde. 

A explicação para os números, segundo Jacobo, está, entre outras coisas, a "cultura da violência", tanto institucional quanto doméstica, e a impunidade. Ele disse que, em apenas 4% dos casos de homicídios, os responsáveis foram para a cadeia.

Jacobo disse que as taxas de assassinato entre a população negra no Brasil são superiores às de muitas regiões que enfrentam conflitos armados.

Na comparação com países desenvolvidos como Alemanha, Holanda, França, Polônia e Inglaterra, pode-se ter uma idéia do abismo que separa o Brasil desses países: a taxa de homicídios é de 0,5 jovem para cada 100 mil habitantes.

Fonte: com informações das Agências  – Foto: Reprodução site do CEERT

 

 

 

 

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