Brasília – A nova classe média brasileira, um contingente de 104 milhões da população de 193 milhões que passou a fazer parte do mercado de consumo, é majoritariamente feminina e negra, de acordo com pesquisa do Instituto Data Popular, divulgada durante o Seminário promovido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), da Presidência da República.
Segundo o diretor do Instituto, Ricardo Meirelles, 51% desse segmento é composto por mulheres e 48% de pretos e pardos, vale dizer, negros. A renda média domiciliar desse grupo é de R$ 2.295,00, segundo a pesquisa.
Consumo
O potencial de consumo desse segmento, que atrai a atenção e o interesse do mercado, é avaliado em R$% 1 trilhão, e supera o Produto Interno Bruto de países como a Argentina, Uruguai e Paraguai somados. O potencial de consumo, de acordo com Meirelles, engloba, além da renda, benefícios como 13º salário e férias, além do crédito que as pessoas desse segmento passaram a ter acesso.
Segundo revelou a pesquisa, 59,1% das pessoas que passaram a ser consideradas de classe C tem cartão de crédito e 52,7% tem alguma conta bancária. A pesquisa revelou ainda que a maior parte da renda (23,16%) é gasta em serviços, seguida de gastos com alimentos e bebidas (18,49%). Gastos com saúde e beleza ficam em terceiro (18,32%).
Um outro dado apontado pelo Data Popular é que a nova classe média lidera em número de universitários, de crianças em escolas particulares e pessoas com acesso à Internet. Cerca de 52,5% desse grupo tem computador em casa e 57,6% tem algum tipo de acesso aos meios virtuais.
Pelo menos 36 milhões de pessoas participam das redes sociais. Só para se ter uma idéia do que isso representa, nas classes A e B juntas, apenas 13 milhões de pessoas têm o mesmo tipo de acesso.

Da Redacao