Hamilton Naki, um jardineiro que se tornou um dos mais brilhantes e hábeis cirurgiões sul-africanos. Atribui-se a ele o êxito da primeira operação mundial de transplante de coração, realizada em 1967, na África do Sul.

Um assunto controverso por apenas ter sido divulgado após a sua morte em 2005. Alega-se que não podia aparecer porque era negro e por isso os méritos foram instantaneamente para Christiaan Barnard, o chefe de equipe de cirurgiões que sabia de suas notáveis habilidades e destreza e o havia convidado para seu assistente principal.

Uma versão contestada pelos que dizem que ele sequer esteve presente na operação. Viu os seus feitos serem reconhecidos somente com o fim do regime do apartheid tendo recebido, entre outros, o o grau honorário de Mestre em Medicina pela Universidade de Cape Town.

De acordo com o Telegragh, de Londres, quando questionado sobre a falta de educação médica formal, ria-se e apontava para a sua cabeça dizendo: ''Meus olhos e ouvidos são a minha universidade''.

Christiaan Barnard foi depois fumdamental no reconhecimento que Naki merecia. Ainda de acordo com o Telegraph, Barnard disse numa entrevista: ''Hamilton tinha melhor habilidade técnica do que eu especialmente quando tratava de costuras e umas boas mãos na sala de operações''.

 

Alberto Castro