Muita gente enojada com a exposição das entranhas do Congresso. Olha só: esse é o Brasil. Foram todos devidamente eleitos pelo povo brasileiro. E não me venham dizer que a saída é pela esquerda. Ou pela direita. Por causa desse simplismo, que domina a política brasileira desde o século passado, amargamos um período ditatorial e agora, pela outra vertente, que quebrou o País, vimos inviabilizada a nossa tentativa, que até ia bem, de sair do subdesenvolvimento.

Chega de salvadores da Pátria. Não há atalho para a maturidade. A saída, a saída verdadeira, é fazer o que os países que estão hoje na vanguarda, fizeram e estão agora, com a Quarta Revolução Industrial – nós perdemos o bonde da primeira, nos tornamos um país retardatário e nunca nos recuperamos disso – entrando na fase pos-capitalista, construindo economias descarbonizadas, de olho no futuro, que lhes está próximo, no qual a Ciência – e a Arte –  possibilitará uma existência na qual as satisfações cotidianas terão custo próximo do zero.

Precisamos de um Estado eficiente, que tenha como prioridade número um a educação, com ênfase no ensino da língua, da matemática e do inglês. Precisamos de saneamento básico, de infraestrutura, que pode em grande parte ser financiada pela iniciativa privada, liberando recursos para áreas sociais prioritárias.

E desburocratizar, agilizar a justiça, diminuir o legislativo, e programas sociais que auxiliem os mais necessitados – somos herdeiros de um contingente de brasileiros miseráveis que precisam de auxílio que lhes permita, a eles ou a seus filhos, a inserção no mercado. Para fazer tudo isso é preciso nos livrar das estatais, fonte de corrupção política e sucessivos rombos nas contas públicas que inviabilizam os investimentos no que é essencial, como a educação.

Ou seja: uma agenda voltada pragmaticamente para a busca de soluções reais para problemas reais. Senão, a geração futura estará, como nós agora, nauseada com o que, perpetuamente, nos tornamos.

 

Carlos Figueiredo