Essa passagem do Livro de Gênesis, já antevia o que aconteceria aos hebreus no Egito, terra em que outrora, gozavam de liberdade.
Servindo como escravos durante 400 anos, eles são libertados por Moisés do Egito, atravessando o Mar Vermelho rumo à Terra Prometida. Nela, chegam após terem vagado por 40 anos pelo deserto, até que houvesse uma geração merecedora desta bênção, finalmente, entrar em Israel.
É tradição, os judeus realizarem jantares festivos (Sedarim-pl), nos dois primeiros e dois últimos dias do Pessach, cuja tradução do hebraico é passagem. Essas refeições são repletas de simbolismos que nos remetem à saga dos judeus no Egito até a sua libertação. É colocado na mesa, um prato (Keará) com alimentos que denotam tudo que nossos antepassados sofreram: as lágrimas derramadas (imergimos verduras na água salgada), o amargor de suas vidas (raiz forte), o sacrifício pascal (osso tostado), o tijolo das construções ( mistura de maçã ralada com nozes), as fases da vida (ovo cozido). Servimos vinho, derramando uma gota a cada vez que se enuncia uma das dez pragas que assolaram o Egito, como prova da força Divina. Recontamos a história, da opressão à liberdade, através da leitura da Hagadá (livro apropriado para a ocasião), e ao final, colocamos uma taça de vinho para o profeta Elias, simbolizando a hospitalidade.
Nesse tempo que dura a Festa (oito dias), é vedado o consumo de alimentos fermentados em lembrança ao pão que não teve tempo de crescer, antes da saída da escravidão.
O Pessach traz consigo uma mensagem universal, a da liberdade, e comemora mais do que a saída do povo hebreu do Egito, onde eram escravos. Além de assinalar a unidade do povo judeu, traz uma série de reflexões e ensinamentos, como a fé em D’us, a importância de se passar às gerações, a nossa história. Devemos nos sentir como se nós mesmos tivéssemos saído do Egito, costume esse de maior importância.
Como indivíduos cientes de nossas responsabilidades com o próximo, devemos aproveitar esses dias de profundo significado para nos aprimorarmos como cidadãos, para pensarmos e agirmos em benefício de nosso semelhante, tendo como premissa maior o mote dessa Festa – A LIBERDADE!

Jack Terpins