Genebra/Suíça – O aumento do racismo nos estádios, em todo o mundo, inclusive no Brasil, fez com que a ONU tomasse a decisão de pedir a Fifa e a outras entidades, medidas concretas para lidar com o problema. Relatório divulgado, ontem, 07/03, pela Organização pede aos governos que estudem maneiras de impedir atos de racismo e xenofobia nos estádios e faz um alerta: o problema não está apenas nas torcidas, mas nos próprios dirigentes de clubes, técnicos e jogadores.
A ONU aponta no Relatório que, entre os motivos para o aumento dos casos de racismo, está o fato de que os ideais de competição e de respeito mútuo estarem sendo substituídos por uma “exacerbação dos nacionalismos” e por uma “comercialização excessiva do esporte”.
A Organização também adverte que as punições ainda não estão sendo exemplares e, por essa razão, governos e entidades esportivas precisam tomar medidas mais drásticas para evitar a proliferação desses atos.
Para as Nações Unidas, a comunidade internacional precisa usar a Copa do Mundo da Alemanha para mandar uma “mensagem forte contra o racismo”. A proposta é que, paralelamente ao Mundial, se organize um evento com políticos e a própria ONU para mobilizar a opinião pública internacional.
Recentemente a Fifa escolheu o atacante francês Thierry Henry como embaixador na luta contra o racismo.

Da Redacao