Brasília – A Ouvidoria da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) pediu providências ao Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público, no sentido de que apurem a denúncia do suposto flagrante de racismo sofrido por Diego José Gonzaga, o funcionário de uma companhia aérea, vítima de constrangimentos relacionados a sua cor e a sua condição social, por parte da médica Ana Flávia Pinto Silva, no Aeroporto Santa Maria, em Aracaju, Sergipe.
O caso aconteceu no último dia 26 de outubro e ganhou repercussão imediata porque a cena foi filmada pela câmera de um telefone celular e lançada na Internet. A médica teve um ataque histérico porque perdeu o voo para Buenos Aires onde passaria a lua-de-mel.
Segundo o ouvidor, Humberto Adami Santos Junior, “além do racismo explícito, é preciso focar na atitude da autoridade policial, que minimizou o impacto desse tipo de atitude delituosa sobre a vítima”. Ele se refere ao fato do delegado Washington Okada ter registrado a ocorrência sem tipificar o crime de racismo.
“É preciso superar esta distorção. Por isso a SEPPIR está em contato com as academias de polícia visando cursos de capacitação para, além de preparar os agentes do Estado, evitar eventuais condenações do Brasil em vista do descumprimento de tratados internacionais”, afirma o ouvidor.

Da Redacao