Brasília – O Ouvidor da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Carlos Alberto de Souza e Silva Júnior, disse não ter recebido qualquer contato da parte do capitão José Mário Dias Soares Júnior, o Capitão Marinho, que vem denunciando estar sendo perseguido pelo comandante do 3ºBatalhão Logístico Presidente Médici, em Bagé, no Rio Grande do Sul, onde serve.
Soares Júnior afirmou que a Ouvidoria da SEPPIR está à inteira disposição do oficial do Exército para discutir uma solução para o caso. “Estamos à disposição inclusive para um encontro para tratar do caso, se isso for de interesse do Capitão Marinho, afirmou o Ouvidor.
Esta semana, na última segunda-feira, o oficial foi preso pela segunda vez este ano por determinação do comandante da unidade, Tenente Coronel Davi Rodrigues. Ele já havia cumprido oito dias de prisão no início do ano.
Marinho disse que as perseguições começaram após do livro “Exército na Segurança Pública: uma guerra contra o povo brasileiro”, em que faz críticas ao envolvimento dos militares em ações de Polícia, como aconteceu no ano passado na invasão dos Morros do Alemão e Vila Cruzeiro, no Rio, com apoio das Forças Armadas.

Da Redacao