Brasília – O senador Paulo Paim (PT-RS), autor do projeto do Estatuto da Igualdade Racial, preferiu não comentar os ataques do líder do MNU em S. Paulo, Reginaldo Bispo, que chamou o projeto de “eleitoreiro” e “de gabinete”.
Paim disse através de sua assessoria que, no momento, todos os esforços devem estar concentrados na mobilização da sociedade para a defesa do Estatuto. Nesse sentido, destacou o trabalho feito à partir de S. Paulo, iniciado pelo Movimento Brasil Afirmativo e que agora se consolida com a criação do Fórum SP de Igualdade Racial, com a participação de entidades e organizações como a Rede Educafro – a maior rede de cursinhos pré-vestibulares para negros do país.
Na próxima sexta-feira (29/06), às 19h haverá Ato Público em S. Paulo para lançamento do Fórum São Paulo da Igualdade Racial, que reúne entidades e organizações negras e anti-racistas comprometidas em mobilizar a sociedade para pressionar o Congresso a votar o Estatuto e o PL 73/99, que cria cotas para negros e indígenas nas Universidades.
Segundo sua assessoria, contudo, ele disse ter estranhado a afirmação de que o projeto do Estatuto seja “eleitoreiro”. “Ao contrário de ganhar, perdi votos em setores que não aceitam que o Brasil avance para a igualdade racial”, teria comentado Paim, segundo sua assessoria.

Da Redacao