S. Paulo – Enquanto os telejornais da Globo e jornais diários como a “Folha” e o “Estadão” fazem campanha contra as cotas nas Universidades, uma pesquisa realizada com pais de alunos de escolas particulares mostra o contrário: 53% dos pais de colégios desse tipo aprovam as cotas nas Universidades para alunos de escolas públicas, mesmo que isso significa menos vagas para os seus filhos.
A pesquisa feita a pedido da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), em dezembro, recolheu 1.001 questionários em oito macroregiões do país, e envolveu os pais com filhos no ensino básico privado.
A posição não se repete quando se trata de cotas para negros e indígenas, porém, a aprovação das cotas – mesmo com a campanha de todos os meios de comunicação – chega a 36% dos entrevistados, índice considerado bastante alto em virtude da desinformação a respeito do tema e da campanha contrária feita pelos meios de comunicação. Cerca de 61% desaprovam a medida.
“A maioria entende que as desigualdades não contribuem em nada para o futuro profissional de seus filhos”, conclui o presidente da Fenep, José Antonio Teixeira.
Entre as pessoas que desaprovam as cotas para negros e indígenas, a justificativa padrão é de que é preciso melhorar a qualidade do ensino público nos níveis fundamental e médio. Esse tipo de resposta padrão, sempre levantada para evitar a aceitação das cotas para negros e indígenas como medida reparatória, não responde o que fazer com as gerações de negros e indígenas – até que a escola pública tenha um nível adequado.

Da Redacao