S. Paulo – A professora Elisa Lucas Rodrigues, coordenadora de Políticas para as Populações Negra e Indígena, da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania de S. Paulo, afirmou que o debate promovido pela Diretoria de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar com os movimentos sociais para discutir “Direitos Humanos e a Polícia do Futuro” “trouxe reflexões importantes sobre a questão da relação da Polícia com a população negra paulista".

“Destaco entre os temas, a difícil relação entre a Polícia e a população negra, especialmente, nas periferias dos grandes centros, a abordagem nas favelas e a criminalização da pobreza”, acrescentou.

O debate, mediado por Rafael Alcadipani, da Fundação Getúlio Vargas, reuniu cerca de 500 oficiais da PM e aconteceu na última quarta-feira (10/12) – Dia Internacional dos Direitos Humanos – com a participação do líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, de Cheila Subenko, do Centro de Direitos Humanos de Sapopemba, e do editor de Afropress, jornalista Dojival Vieira.

Elisa disse ter conversado com o Comandante do Policiamento da Capital, Coronel Glauco Carvalho, para que o debate se estenda a outras regiões do Estado. “Conversamos com o coronel Glauco, para que no próximo ano a Coordenação de Políticas da População Negra e Indígena concretize parceria com a Polícia Militar para que levemos esse debate para todo o Estado de S. Paulo. Afinal, não dá para viver Polícia de um lado, sociedade civil de outro”, afirmou, enfatizando a necessidade de continuidade do diálogo.

Da Redacao