S. Paulo – Os 10 anos de Afropress completados nesta segunda-feira (29/06) foram saudados por lideranças e personalidades negras e antirracistas de vários Estados e de diferentes setores de atividades.

Para o reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, José Vicente, “a Afropress tem se constituído no mais destacado, atuante e importante veículo de comunicação, defesa e posicionamento do negro brasileiro”.

“Uma vitória extraordinária do insigne jornalista Dojival Vieira, mas uma conquista grandiosa para os negros e todos os amantes do jornalismo sério, plural e combativo”, afirmou.

O professor Hélio Santos (foto ao lado) uma das mais importantes figuras do movimento negro brasileiro testemunhou. 

“Recentemente, numa conferência sobre mídia cidadã na UNESP-Bauru, falei da Afropress e da importância da mídia negra. Atualmente, há um número significativo de intelectuais e ativistas negros/as que vem discutindo o poder. Não há como pensar num projeto de poder sem uma mídia negra ativa e independente. Manter por 10 anos um veículo como a Afropress foi e vem sendo uma tarefa árdua para o seu gestor. Discutimos e exemplificamos ações afirmativas de diferentes formatos, mas até o presente momento, não desenvolvemos um modelo que desse conta de apoiar projetos na área de comunicação. Ou seja: o poder parece não ser um caminho que buscamos. Vida longa a Afropress. Parabéns por manter essa chama acesa. O Movimento Social Negro precisa valorizar iniciativas que perduram como esta”, afirmou.

Para o cineasta e presidente do Memorial da América Latina – João Batista de Andrade (foto abaixo), autor de clássicos do cinema brasileiro, como “O homem que virou suco”, a Afropress tornou-se “um dos mais importantes veículos de comunicação criados nesses últimos 10 anos no Brasil”.

“Conheço o Dojival desde sua histórica participação na luta pelo fim da poluição em Cubatão, nos anos 1.980. E esse amigo segue sua luta por justiça e pelo esclarecimento de fatos obscuros de nossa históra, como a tragédia do incêndio da Vila Socó, em 1.984, com centenas de mortos e uma impunidade absurda. Longa vida à Afropress. O Brasil precisa de vocês”, afirmou.

Já o professor Paulino Cardoso (foto abaixo), presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), destacou a Afropress como "exemplo de imprensa livre e autônoma".

"O que faz a democracia em um país, sem dúvida, é uma imprensa livre, autônoma com um projeto editorial com firme personalidade. Esta é a Afropress, um espaço para a comunidade negra que cumpre o papel de ecoar opiniões e informações da perspectiva da gente negra, articulada com as coisas do Brasil e do mundo. Parabéns a Dojival Vieira e equipe", afirmou.

De Brasília, o jornalista Sionei Leão, que eventualmente colabora com reportagens para o veículo, afirmou. “Afropress é um exemplo de inovação, de compromsso com diversidade e, sobretudo, um case de coragem e sucesso. Parabéns”.

Também o publicitário e cartunista, Maurício Pestana, atual secretário municipal da Igualdade Racial, da Prefeitura de S. Paulo, e ex-diretor da Revista Raça Brasil, destacou: "Parabenizo todos os profissionais da Afropress por 10 anos de dedicação à causa negra. Por meio da difícil e árdua tarefa da comunicação, vocês conseguiram se destacar. Isto, por si só, já é um grande motivo para comemorar. Parabéns", afirmou Pestana.

Da Redacao