S. Paulo – A ex-prefeita de S. Paulo, Marta Suplicy, a nova ministra do Turismo, saiu em defesa da ministra Matilde Ribeiro, da Seppir, e, ao contrário do vice-presidente José Alencar, para quem “não existe racismo no Brasil”, foi enfática: a exclusão social no Brasil não é apenas social, mas tem uma dimensão étnica e racial.
“Na hora em que vemos as mulheres negras ganhando metade do que as brancas para a mesma função, que nome você dá? Na hora em que vemos a escolaridade dos negros tão aquém da escolaridade dos brancos na mesma classe social, que nome você dá? No atentado em Brasília, quando queimaram portas de apartamentos de estudantes africanos, eu vi na TV uma moça dizendo que foi chamada de macaca. Que nome você dá a isso?”, afirmou em entrevista de uma página ao repórter Kennedy Alencar, do jornal “Folha de S. Paulo”.
Para Marta a existência de racismo nas relações sociais econômicas e políticas, no Brasil, é inegável. “Não tem como discutir. Nós temos de combater, pois um dos atrativosdo nosso país é a convivência de etnias. Mas, nos dados estatísticos de acesso econômicos, aparecem manifestações raciais. Em situações de briga e conflito, aparecem. Basta um conflito, pumba!, aparece o racismo. Nós, brasileiros, não gostamos de usar a palavra racismo porque ela é muito pesada, e a gente gosta de se ver como um povo não-racista”, acrescentou.

Da Redacao