S. Paulo – O ministro chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, deputado Edson Santos, não quer que a Seppir se transforme em Ministério com recursos e dotação orçamentária própria, conforme proposta que alguns setores do movimento negro pretendem defender durante a II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que acontecerá em Brasília de 25 a 28 deste mês.
“A Seppir não é um órgão de negros para negros. Acho que é ruim. Tem de ser mesmo uma Secretaria Especial e transversal. O Ministério é vertical e a Secretaria Especial atua horizontalmente. Não podemos cair na armadilha de guetizar o debate”, disse o ministro em entrevista concedida ao editor de Afropress, jornalista Dojival Vieira.
Segundo Edson Santos, o principal avanço a ser conquistado é a transformação das políticas da igualdade racial em políticas de Estado e não de governos, o que segundo ele, começa a acontecer com a edição do decreto do Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial, assinado na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O que faltava era exatamente parâmetros para avalizar; diretrizes para o Governo”, acrescentou.
O ministro disse ainda que o corte no orçamento motivado pela crise econômica mundial (a Seppir chegou ter orçamento reduzido em 60%) começa a ser resolvido com o descontingenciamento (liberação) de recursos. No caso da Seppir, contudo, ele enfatizou que não se pode considerar apenas os recursos disponíveis no orçamento próprio, uma vez que há uma série de ações transversais que são executadas por várias outras áreas e ministérios.

Da Redacao