Salvador – O cientista político e etnólogo cubano, Carlos Moore, disse que a história de Orlando Zapata, o operário negro morto em fevereiro deste ano, após 86 dias de greve de fome em protesto contra o regime, “lembra a história do próprio Malcolm X que passou de uma vida de delinqüência e pela prisão para uma vida de militante político engajado”.
A exemplo do líder negro norte-americano que passou por prisões comuns até converter-se ao Islamismo e tornar-se militante, Zapata também viveu um período de marginalidade durante a década de 80, até tornar-se ativista político.
“É a história de milhares de jovens negros que se filiaram às Panteras Negras e ao movimento Black Power, na década dos anos sessenta e setenta. Ou seja, a história de um ser humano que, tendo tomado o caminho errado, se reinventa politicamente e abraça uma causa pela qual entrega a sua vida. E, finalmente, para rematá-lo, o caluniou tratando-o de “delinquente” quando ele já não se podia defender”, acrescentou.
Segundo Moore, acusado de desacato, desordem e rebeldia na prisão, Zapata foi condenado a penas paralelas que somaram 32 anos. “Golpeado e torturado, chamado de “negro de merda” pelos guardas, ele decidiu, em dezembro 2009, iniciar uma greve de fome até a morte para exigir a redução dessa pena e ser considerado um preso político”, afirmou.
O exilado cubano, acusado pelo regime pelo crime de subversão racial, disse que cerca de 60% dos presos, de um total de 200 considerados presos políticos e de consciência, são negros. Na população carcerária comum estimada em 70 mil, – tanto nos presídios femininos quanto masculinos – 85% é constituída de afro-cubanos, segundo o etnólogo.
Moore acrescenta que, em Cuba “qualquer pessoa negra pode ser acusada de “criminosa” por advogar uma causa política”. “Por exemplo, o dissidente negro, doutor Darsi Ferrer, está em uma prisão para presos comuns. O próprio Orlando Tamayo entregou a sua vida para ser respeitado e considerado como preso político. O regime não admite que um negro seja um dissidente propriamente político! Só admite isso – a dissidência politica – somente para os brancos. Parece incrível, mas é assim que funciona o sistema em Cuba”, afirmou.
Nessa segunda parte da entrevista ao jornalista e editor de Afropress, Dojival Vieira, Moore disse temer pela vida do jornalista Guilhermo Fariñas, porque o próprio presidente Raúl Castro teria dito a militares que foram interceder pelo dissidente que “iria deixá-lo morrer.
Veja, a segunda parte da entrevista à Afropress
Afropress – Quem foi Orlando Zapata? Quais os crimes de que foi acusado?
Carlos Moore – Orlando Zapata Tamayo era um humilde operário negro de 42 anos. Morreu o dia 23 de fevereiro de 2010, após 86 dias de greve da fome reclamando a condição de preso político e o fim das torturas às quais se via submetido. Os golpes recebidos na prisão tinham causado-lhe sérios danos no cérebro. Mas, o Governo o deixou morrer; o deixou morrer como se fosse um cachorro.
Ou seja, não importava à elite branca dominante a morte de um simples operário negro, pobre, sem defesa, isolado numa prisão onde a sua voz não podia ser ouvida. Assim, sua morte provocou uma comoção mundial que surprendeu o regime.
Qual é a verdade sobre Zapata? Como muitos jovens negros cubanos hostilizados pelo racismo, excluidos de emprego pelas práticas discriminatórias raciais, Orlando Zapata viveu um período de marginalidade durante a década de oitenta.
A delinquência que o regime agora lhe imputa data dessa época e se assemelha ao que acontece com os jovens negros no Brasil ou nos próprios Estados Unidos. Já nos anos noventa Zapata muda e se converte num fervente apoiador político do regime.
Do lado do regime ele consegue trabalho numa Brigada de Trabalho; isso em Cuba constitui um privilégio enorme. Como brigadista do trabalho ele é enviado para a capital Havana, em 1999, para participar nas obras de construção do Hotel Parque Central.
A sua integração ao oficialismo o conduz, também, às fileiras da União de Jovens Comunistas (UJC). Desse modo, ele chega a fazer parte das “Brigadas de Ação Rápida”, formações paramilitares de cidadãos, formadas pela segurança cubana para atacar fisicamente os opositores ao regime. Ou seja, entre os anos oitenta e noventa ele deixa de ser um marginal e passa a ser um instrumento do regime: membro da UJC, de uma Brigada de Trabalho, e membro também das “Brigadas de Ação Rápida”.
Foi ali onde conheceu um grupo de opositores, dentre eles Guillermo Fariñas Hernández, que começou a discutir com ele sobre a situação em Cuba. O própio Fariñas em depoimentos posteriores à morte de Zapata contaria que, embora, de inicio, Zapata defendesse apaixonadamente o regime, “quando se deu conta das feridas das baionetas, e das mordidas dos cachorros nos presos, das pancadas e de outras coisas mais, ele próprio concluiu que estava sendo enganado e começou a cooperar conosco”.
No ano seguinte, ele foi expulso da UJC e da Brigada de Construção do Hotel Parque Central. E, finalmente, veio o decreto 217, uma ordem vigente até hoje, que impede os habitantes de outras províncias residirem em Havana, a capital. Todos àqueles que não são oriundos de Havana são expulsos para suas provincias de origem.
Assim, ele foi expulso para a sua província natal com proibição de voltar para Havana. Três meses depois de ter sido expulso de Havana pelas autoridades, voltou clandestinamente à capital para trabalhar com a dissidência. Foi detido em 2003, durante a repressão chamada de Primavera Negra e condenado a três anos de prisão.
Na prisão negou-se a vestir o traje dos delinquentes comuns e reivindicou ser considerado como preso político, pois tinha sido detido por motivos políticos. Acusado de “desacato”, “desordem” e “rebeldia” na prisão, ele foi condenado a várias penas paralelas que somaran 32 anos!
Golpeado e torturado, chamado de “negro de merda” pelos guardas, ele decidiu, em dezembro 2009, iniciar uma greve de fome até a morte para exigir a redução dessa pena e ser considerado um preso politico.
Essa é a história verídica sobre Orlando Zapata Tamayo. Ela lembra a história do próprio Malcolm X, que passou de uma vida de delinquência e pela prisão, para uma vida de militante político engajado. É a história de milhares de jovens negros que se filiaram às Panteras Negras e ao movimento Black Power, na década dos anos sessenta e setenta.
Ou seja, a história de um ser humano que, tendo tomado o caminho errado, se reinventa politicamente e abraça uma causa pela qual entrega a sua vida. E, finalmente, para rematá-lo, o caluniou tratando-o de “delinquente” quando ele já não se podia defender.
Afropress – Porque essa morte repercutiu tanto em todo o mundo?
Moore – Precisamente porque as pessoas não acreditaram nas versões mentirosas do regime castrista. ZapataTamayo estava em greve de fome, sob a autoridade do Estado, pois ele estava preso. Ele estava preso e já havia algum tempo que era classificado como prisioneiro de consciência pela Anistia Internacional. “Delinquente”, o Zapata? Qual delinquente tem a força moral de entregar a sua vida, em um longo e doloroso processo de greve de fome que se alastrou durante 86 dias?
“Mercenário”, Zapata? Qual mercenário se priva de pão e água durante 86 dias e se suicida literalmente, para servir um império estrangeiro com o qual ele nem tinha contato? Quem iria cobrar seu “salário” de mercenário? A sua mãe, humilde mulher negra, faxineira?
O governo cubano só pode enganar quem quer ser enganado. A verdade nua é que a morte de Orlando Zapata Tamayo marcou, simbolicamente, a ruptura final entre a população afro-cubana e a cúpula de brancos marxistas que dirige o país desde 1959. Esse fato explica porque este último se ver obrigado a mentir tão descaradamente à opinião mundial. Simplesmente, o regime castrista está assustado ante a perspectiva do que inevitávelmente irá vir; pois acabou a lua de mel com a população negra.
Afropress – E quanto a Guillermo Fariñas? Quem é e de que crimes é acusado pelo regime?
Moore – Guillermo Fariãs Hernández, filho da Revolução, é um dos mais corajosos opositores ao regime. Atualmente ele está num hospital em greve de fome e sede até a morte, iniciada o 24 de fevereiro passado, em protesto contra a morte do seu amigo Orlando Zapata Tamayo, e para exigir a libertação de 26 presos políticos que se encontram muito doentes nas prisões cubanas.
O caso dele merece ser contado também, pois o regime já montou outra campanha de mentiras para desqualificá-lo.
Afro-cubano de 48 anos formou-se como sociólogo e trabalhou durante muitos anos nas instituições do país. Seu pai, oficial das forças armadas, foi um dos duzentos soldados e oficiais negros que acompanharam o Che Guevara na campanha do Congo, em 1966, numa tentativa para derrubar o governo do general Joseph Mobuto.
Por sua vez, ingressou nas forças armadas quando das grandes ofensivas militares do exército cubano na África, e no Partido Comunista de Cuba.
Combateu na frente de Angola, onde recebeu distinções por valentia e arrojo, voltou para Cuba onde serviu nas unidades especiais de proteção as sedes diplomáticas e outras organizações militares sob o cuidado do ministério da segurança nacional.
O problema de Fariñas com o regime veio em 1989, a partir da detenção, julgamento rápido e execução do general afro-cubano Arnaldo Ocho Sánchez, também herói das guerras na África, comandante das forças cubanas em Angola, antigo chefe militar de Fariñas.
O general Ochoa era amado pelo povo cubano, especialmente pelas tropas e oficiais negros. Fariñas corajosamente escreveu para o Partido pedindo explicações e foi preso. A partir desse momento, ele entrou na dissidência aberta contra o regime. Assim, Fariñas é qualificado de “contrarevolucionário”, “mercenário a serviço do imperialismo”, e descrito como um “sujeito violento” com “claro desajuste da personalidade”. Ou seja, além de “criminoso”, ele também seria um “louco”.
O problema para o regime é que se Fariñas falece, se convertirá no segundo mártir negro, o que pode virar toda uma sequência de auto-imolações de opositores afro-cubanos revoltados contra o sistema. Já o dissidente Felix Bonne Carcassés, engenheiro, ex-professor da universidade de Havana, e também negro, anunciou que se Fariñas morrer, ele tomará seu lugar em uma fila de voluntários para a morte por greve de fome.
Carcassés é descendente de toda uma família de afro-cubanos que se distinguiram nas lutas contra Espanha, para libertar Cuba. Cursou seu doutorado na Itália e foi professor titular da Faculdade de Engenharia Eléctrica do Instituto Superior Politécnico José Antonio Echeverría (CUJAE), onde são formados os engenheiros elétricos, químicos, etc.
Imagino que se ele entrar em greve de fome, o regime também dirá que se trata de um “delinquente comum”, uma “escória social”, um “criminoso” e “agente da CIA”.
Afropress – O regime também acusa Fariñas de ser um “criminoso”…
Moore – Claro que sim; todos os opositores negros são acusados de serem “criminosos”. Em Cuba, ser negro e ser “criminoso” é a mesma coisa na perspectiva do regime. Lembre que um negro cubano não tem direito a discordar nem criticar o regime; se supõe que eles só devem obedecer, acatar às instruções, e manifestar seu agradecimento pelos beneficios que o regime lhes “outorgou”.
Afropress – E quanto ao senhor quais acusações lhe são feitas?
Moore – No meu caso, por exemplo, o governo disse que eu sou um “negro ingrato”, “assalariado da CIA”. Alega, inclusive, que eu fui tradutor do dirigente direitista africano, Roberto Holden, de Angola. Ora, nem conheci esse sujeito – nunca o vi em pessoa. Mas o regime cubano afirma que eu era intímo amigo dele e que era “pago pela CIA” para trabalhar com ele como tradutor! O regime cubano não conhece limites na mentira e na desinformação.
Afropress – Fariñas combateu em Angola, então?
Moore – O grande problema em transformar Fariñas em um simples “criminoso” é que ele foi um herói da Guerra de Angola, onde serviu durante anos e foi condecorado por “valentia no combate”.
Assim como Orlando Zapata Tamayo, Guillermo Fariñas Hernández é um un “produto” da Revolução, ambos nasceram, cresceram e se formaram sob o regime castrista. Faziam parte do grupo social e racial que se dizia ter sido favorecido pela Revolução castrista: os negros.
É isso que é embaraçoso para o regime. Antecipando a morte de Fariñas e a conmoção mundial que isso certamente acarretaria, o regime já começou a desqualificá-lo, como o faz de maneira corriqueira com todos aqueles que se opõem ao sistema.
Afropress -Tanto Orlando Zapata, morto em fevereiro de 2010 em greve de fome, quanto Guillermo Fariñas são negros. Há alguma coincidência no fato de serem negros, ou a maioria dos presos são também afro-cubanos?
Moore – O número total de pessoas em prisão em Cuba é estimado em 70 mil. Desse total, 200 e tantos são presos especificamente políticos e de consciência. Ora, segunda as informações que me foram comunicadas de Cuba, o 60% dos presos políticos e de consciência são afro-cubanos.
Mas a situação piora quando analisamos a população carcerária no seu conjunto; se estima que 85% dos presos comuns – tanto nos cárceres femininos como nos masculinos – esteja composta de pessoas negras.
Há que lembrar, no entanto, que em Cuba qualquer pessoa negra pode ser acusada de “criminosa” por advogar uma causa política. Por exemplo, o dissidente negro, doutor Darsi Ferrer, está em uma prisão para presos comuns.
O próprio Orlando Tamayo entregou a sua vida para ser respeitado e considerado como preso político. O regime não admite que um negro seja um dissidente propriamente político! Só admite isso – a dissidência politica – somente para os brancos. Parece incrível, mas é assim que funciona o sistema em Cuba.
Afropress – Em uma entrevista televisada recentemente, concedia por Fariñas à televisão espanhola, ele disse que o presidente Raúl Castro deu ordens para deixá-lo morrer. Isto é verdade?
Moore – Guillermo Fariñas tem uma longa trajetória de luta em Cuba, e é bem conhecido nos círculos da oposição interna como um homem valente, generoso e íntegro. Ninguém o conhece como mentiroso.
A entrevista referida foi, efetivamente concedida ao jornalista espanhol, Carlos Hernando, do quotidiano El Mundo (equivalente da Folha de São Paulo, no Brasil).
Farinãs declarou, efetivamente, que tinha recebido de parte de pessoas próximas ao presidente Raúl Castro uma messagem urgente dizendo que Raúl Castro o deixaria morrer. Trata-se de militares que atuaram em Angola no mesmo momento que ele, e que portanto agiam compelido pela fraternidade de armas.
Fariñas relatou que estes se reuniram com Raul Castro para pedir-lhe que poupasse a vida dele e que Castro se negou. Raul Castro teria dito a esses militares que iria deixá-lo morrer “Para que se acabe el circo que tiene montado el negro de mierda ese!” Após a reunião com Castro, esses militares teriam enviado uma mensagem urgente ao próprio Fariñas para advertí-lo que o presidente Castro acabava de informá-lhes que tomou a decisão de deixá-lo morrer. Isso está consignada para o mundo ver e ouvir na entrevista filmada, difundida internacionalmente, em 14 de março passado, pela televisão espanhola ABS.
E até hoje o governo cubano não desmentiu que Raul Castro tinha ditto o que Fariñas revelou. É impensável que Fariñas possa ter “inventado” esse assunto, e mesmo se ele quissesse inventá-lo, teria sido muito fácil para o governo demonstrar que Raúl Castro não tinha sido entrevistado por ninguém nem dito o que Fariñas afirma que ele disse. Teria sido muito, muito fácil demonstrar que Fariñas mentia.
O silêncio do governo tem sido total até este dia, un mês após a denúncia feita pelo Fariñas. Conclusão: Fariñas não mentiu.
Afropress – Porque Raul teria usado um termo tão ofensivo?
Moore – Em Cuba, os termos “Negrito”, “Negrito de merda” ou “Negro de merda” são muito comuns, usados pelos brancos em conversações corriqueiras. Eles formam parte de todo um vocabulário que minimiza o negro e o equipara a nada mais do que um monte de excremento a ser varrido o mais rapidamente possível de todas as instâncias importantes.
O fato de Raúl Castro qualificar Fariñas de “negro de mierda” foi chocante para as pessoas que ouviram isso no videoclip oferecido pela televisão espanhola ABS. Mas, foi chocante somente porque ele é o chefe de Estado de Cuba e se pensa que o presidente de um país não deve falar assim.
Talvez os espanhóis não concebam que um chefe de Estado, especialmente num país onde a maioria é justamente negra, pudesse falar desse jeito.
Geralmente, os dirigentes cubanos não usam de terminologia racista em público, mas, parece que não é a primeira vez que Raúl Castro se deixa levar pela sua ira e proferir esse tipo de impropério. Acho que ele não pensava que seus interlocutores (óbviamente brancos, também) iriam repetir isso para Fariñas.
Afropress – Julgava-se que Raul seria mais pragmático, que fôsse haver um abrandamento, em especial nas condições de tratamento dos presos políticos. O que de fato, está acontecendo neste momento em Cuba?
Moore – Acontece que a situação tem se agravado de tal maneira, que as críticas já surgem do interior do próprio regime, e não somente da oposição interna. É o caso ultimamente, por exemplo, de um artigo publicado em um órgão oficial online, pelo Dr. Esteban Morales Dominguez.
No artigo, publicado na página digital da oficialista Unión de Escritores y Artistas de Cuba (UNEAC), ele afirma que, “a verdadeira força contrarevolucionária em Cuba, não está em baixo, mas acima, nos próprios níveis do governo e do aparelho estatal”.
O que surpreende desse artigo é que ele apareceu em Cubadebate, espaço digital do regime, portanto um órgão oficial. Economista e especialista em política exterior dos Estados Unidos, Morales é diretor honorário do Centro de Estudos sobre os Estados Unidos da Universidade Havana, doutor en Ciências, é um dos mais destacados ideólogos negros do regime cubano e faz parte da cúpula governante.
Ele nunca teria ousado dizer o que disse sem autorização prévia do regime. Assim acho que se trata de Raúl mandando um recado para a população, especialmente para os negros. Raúl gosta de se apresentar como um reformador, como um liberal e como anti-racista.
E como não é mais somente a oposição interna que denuncia a corrupção e o racismo da cúpula em Cuba, senão que dentro do próprio partido comunista começam a se levantar as vozes críticas, Raúl tem que se posicionar cada vez mais como um “reformista”.
Na foto, Moore com Aimé Césaire (Aimé Fernand David Césaire, poeta e político francês, morto em abril de 2008, considerado, juntamente com o Presidente do Senegal Léopold Sédar Senghor, o ideólogo do conceito de Negritude), e o escritor Alex Haley (Alexander Murray Palmer Haley, morto em fevereiro de 1992), co-autor da “Autobiografia de Malcom X”, e autor de “Negras Raízes”, que relata a saga de uma família norte-americana descendente de Kunta Kinte, africano transportado de Gâmbia, África Ocidental, e levado como escravo para os EUA no século XVIII. Alex Haley também descendia do clã Kinte.
No próximo sábado (08/05), a terceira e última parte da entrevista.

Da Redacao