Campo Grande/MS – A presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Mato Grosso do Sul, advogada Kelly Cristiny de Lima Garcia (foto), disse que a violência sofrida pelo vigilante Márcio Antonio de Souza, no último sábado nas dependências das Lojas Americanas, foi um ato de tortura.
“A forma como foi relatado pela vítima, as características se assemelham a tortura porque ele foi conduzido, ele não reagiu em momento algum, a uma sala, ficou detido e ele foi brutalmente espancado. Então, é mais do que uma lesão corporal. Isso é um ato de tortura.”, afirmou em entrevista ao Jornal A Crítica, de Campo Grande.
Segundo a advogada , a Comissão recebeu outra denúncia de que duas crianças especiais foram espancadas por seguranças da loja, em novembro do ano passado. M.S. e J.L., que pertencem a uma entidade que atende portadores de deficiência mental, foram levadas para uma sala reservada depois de serem flagrados com um CD da cantora Xuxa.
Ela acha que a partir da visibilidade do que ocorreu com o vigilante outras denúncias poderão surgir e considerou “inadmissível e inconcebível”, o comportamento de funcionários de empresas de segurança que praticam violências desse tipo.
“Pode ser que haja outros casos onde as famílias dos envolvidos não quiseram dar continuidade às denúncias. Existe uma legislação e uma legislação bastante rigorosa. Agente tem que começar a questionar porque esse tipo de comportamento, numa loja tão tradicional e tão freqüentada, não só aqui em Campo Grande, mas em outras cidades do país, seja possível um ato como esse. É inadmissível, é inconcebível que um cidadão, não importa a condição que ele esteja dentro de uma instituição, dentro dessa empresa, ele venha a sofrer os danos físicos que o senhor Márcio sofreu”, concluiu.

Da Redacao