O Brasil está vivendo um momento sócio-político interessante para ser estudado e devidamente analisado.
Um país extremamente desigual onde meritocracia virou regra, como se todos tivessem direito às mesmas oportunidades.
Onde pobre virou sinônimo de vagabundo.
Onde programa social, para ajudar os miseráveis, virou sinônimo de estímulo ao comodismo.
Onde cota racial é visto como racismo ao reverso, se isso existe.
Onde um único negro que chega ao Supremo é visto como regra geral, cada um pode "chegar lá".
Onde afirmar afrobrasilidade é negar brasilidade.
Onde direitos trabalhistas dado às empregadas domésticas é visto como uma
ameaça à elite acostumada com servidão dos tempos de colônia.
Onde aeroporto, para as elites está muito popular, virou rodoviária.
Onde filhinho de papai se acha no direito de chamar Chico Buarque de merda.
Onde nordestino ainda é visto como a escória do Brasil.
Onde o Congresso Nacional virou palanque de igreja evangélica.
Onde traficante vira evangélico e fecha Terreiros.
Onde seguidor de religiões de matriz africana levam pedrada na cabeça.
Onde professor apanha e aluno não tem direito à educação de qualidade.
Onde Direitos Humanos é "direito dos manos".
Onde muitos pensam que a maioridade penal vai acabar com a violência crônica no Brasil.
Onde o médico não quer trabalhar no SUS ou ir à áreas remotas, mas quer impedir quem vem de Cuba para suprir a demanda.
Onde ser a favor do casamento gay é ser contra a "tradicional família".
Onde ser estuprada ainda é culpa da mulher.
Onde certos políticos não aprendem a perder.
Onde um Lobão é o rei dos coxinhas.
Onde um único partido virou o único corrupto da história do Brasil.
Onde o presidente que mais trouxe mudanças sociais e promoveu inclusão no
país é o maior vilão da história e quase que tem de pedir perdão por não
 ter diploma universitário.
Onde, onde vais parar meu Brasil?
 

Natália de Santana Revi