Acompanho a Afropress há anos e tive o prazer e a honra de conhecer o companheiro de lutas sociais, Dojival.

Por também fazer parte desse universo de resistência sei o quanto é difícil construir trincheiras sólidas para o bom combate e essa é uma das grandes conquistas dessa Agência de Notícias voltada, especialmente, aos temas de interesse da maioria da nossa população (50,7% dos brasileiros são considerados negros e pardos).

A busca pela superação do racismo, da discriminação e da desigualdade social que sufocam a população afrodescendente brasileira foram os principais focos de atuação da Afropress nesses dez anos de existência.

É preciso seguir na luta contra a lógica cínica do racismo ainda existente que aponta valores culturais, morais e éticos de como negros e pardos devem ser, agir, obedecer através do resgate histórico da cultura afro-brasileira como sempre fez a Afropress.

A contestação, diante de um Estado e suas instituições com fortes referências preconceituosas, precisa permanecer de forma veemente a fim de denunciar tais desumanidades buscando a reflexão da sociedade sobre tais fatos proporcionando o entendimento crítico e consequentemente apresentando possibilidades para as pessoas saírem do senso comum e de se libertarem da cultura de massa que apenas reproduzem a ideologia imposta para que possam descobrir a prática cidadã, consciente e na sua real condição, a humana.

“A vida é luta
A luta é árdua
Existir é lutar”

Parabéns, Afropress!

Rodrigo Sérvulo da Cunha, Advogado, Cientista Social e Presidente da Associação Coletivo Advogados para a Democracia (www.coade.net.br).

 

 

Rodrigo Sérvulo da Cunha