Bruxelas/Bélgica – Uma semana depois de a ONU pedir medidas concretas a Governos e entidades, o Parlamento Europeu decidiu aprovar, nesta terça-feira, resolução onde reivindica medidas contundentes contra os atos de racismo no futebol, incluindo a suspensão de partidas e a expulsão de federações e clubes reincidentes.
O texto assinado por 420 dos 732 parlamentares – o que dispensa a votação em plenário -condena energicamente toda forma de racismo no futebol, tanto no campo como na arquibancada e pede às estrelas do futebol, especialmente aos jogadores e treinadores, que se manifestem regularmente contra este tipo de discriminação. Pede também à UEFA e aos demais responsáveis pelas competições européias que aprovem medidas de punição a estes casos.
Os deputados europeus sugerem que, de acordo com regras claras e rigorosas, os árbitros tenham a opção de interromper ou encerrar partidas em caso de abuso racista grave e propõem sanções esportivas às federações nacionais de futebol e aos clubes cujos jogadores e torcedores cometam atos racistas graves, incluindo a expulsão de reincidentes das competições.
“O mais importante é que os responsáveis entendam a mensagem e imponham sanções adequadas”, declarou à EFE a holandesa Emine Bozkurt, do Partido Socialista Europeu, uma das autoras do texto, que tem recolhido assinaturas desde sua apresentação em 30 de novembro do ano passado. “A Copa da Alemanha será uma prova de fogo para ver como as autoridades do futebol lidarão com esse sério problema”, advertiu Bozkurt.
A declaração do Parlamento Europeu será apresentada em entrevista coletiva com a presença de várias personalidades esportivas, entre os quais o presidente do Parlamento Europeu, Josep Borell, além de vários jogadores profissionais, representantes da UEFA e da rede de organizações contra o racismo no futebol.

Da Redacao