Caros leitores de Afropress,

Desculpem a demora, pois me recolhi durante a Festa da Carne, no entanto, procurei fazer do período, um ócio criativo compondo e pensando música.

Gostaria de propor uma singela reflexão sobre as denominações existentes nos padrões musicais, por exemplo: qual a motivação que faz com que chamemos a Música Instrumental Brasileira que tem em si, ritmos tão afro-brasileiros como o Maracatu, o Samba, o Lundu de Jazz? O Jazz traz em si também uma tradição rica de africanidade, porém, desenvolvida por afro-americanos. Acredito plenamente no conceito que diz que a música é universal, mas, os compositores, e a origem das obras no que tange a representatividade de uma nação, não. Ela pode se universalizar, mas, não nasce universal.

Por que toda a música sem letra produzida no Brasil recebe a alcunha de jazz? É mais uma característica do conceito mercantilista do American Way Life? Onde tudo que é bom está acima da linha do equador, o fabuloso processo de dominação impetrado pelos Estados Unidos, que na realidade, tem como fonte a dominação de Roma sobre os povos bárbaros antes da era cristã.

Eu por minha parte, como produtor de música instrumental brasileira, me arrepio, toda vez que me chamam de jazzista, embora tenha estudado tal arte, não me baseio no jazz para criar, respeito os músicos e compositores, mas gosto das referencias afro-tupiniquins.

Faço um convite a todos, que tal ouvirmos mais músicas compostas por compositores Afro-Tupiniquins como: Naná Vasconcelos, Robertinho Silva, Paulo Moura, Airton Moreira, entre outros, garanto a vocês que isso abrirá seus horizontes e lhe darão força para resistirmos, como  Nação.

Navio Negreiro – novo cd de Jorge Ramos, informações: [email protected]

http://tnb.art.br/rede/jorge-ramos;http://maestrojorgeramos.wix.com/mjr

 

 

Jorge Ramos